Cidades
Reitora da UFMT aposta que MEC volte atrás e suspenda cortes das universidades
O corte de R$ 34 milhões no orçamento da UFMT vai afetar diretamente nos contratos que a instituição mantém com pessoas jurídicas, prestadores de serviços e fornecedores. Desde 2014 a universidade vem enfrentando problemas para pagar suas contas em dia, e na maioria dos contratos tem pagado os contratos em até três meses após a prestação do serviço.
A expectativa da reitora Myrian Serra pondera que está esperançosa de que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, revogue a decisão do corte orçamentário, em uma medida semelhante a postura tomada pelo Governo Bolsonaro (PSL), de voltar atrás na maioria das decisões tomadas.
Em entrevista ao
, a reitora ressalta, que apesar de desde 2014 as universidades públicas estarem sofrendo restrições orçamentárias, esta é a primeira vez, que existe um bloqueio de um orçamento que foi aprovado pelo Congresso Nacional.
“Isso é realmente uma surpresa, para toda uma gestão na área educacional, não apenas na área de ensino superior. Isso traz de imediato uma preocupação muito grande, porque até então a gente vinha conseguindo manter um nível de pesquisa e extensão. E verificamos que será inevitável o prejuízo na atividade acadêmica da UFMT”, aponta.
Em relação aos contratos, a reitora explica que a UFMT está pagando no limite legal de três meses, como prevê os contratos. “Com estes cortes, provavelmente não vamos ter condições de honrar os compromissos, e deixaremos de pagar contratos importantes como de terceirizados, pessoal, água, de limpeza. E isso afetará diretamente o funcionamento da universidade”.
Orçamento
Em 2019, o orçamento da UFMT é de R$ 1 bilhão, sendo que praticamente 96% deste valor é utilizado para custeio com pessoal. “São R$ 990 milhões com pessoal. Cerca de R$ 900 milhões é com pessoal da ativa, são servidores, professores, técnicos administrativos e aposentados. Cerca de R$ 90 milhões é custeio indireto também com pessoal, já que pagamos pessoas físicas, jurídica e estagiários todos com recurso da UFMT”.
Myrian explica que o corte de 30% no orçamento vai afetar diretamente os cerca de R$ 90 milhões que são utilizados para pagar os contratos. Ao fim das contas, o que resta para administração da Universidade para investir de forma discricionária é de R$ 27 milhões, o que equivale a 2,7% do orçamento que não está vinculado ao pagamento do custeio com pessoal.
“Pagamento de pessoal efetivo não será afetado. Mas os cortes vão afetar o pagamento de pessoal vinculado aos terceirizados. Pessoa física e jurídica, dentro dos R$ 90 milhões, que teremos que verificar de que maneira vamos conseguir administrar isso”, destaca a reitora.
Na quarta (8), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reunirá todos os representantes das universidades federais do país, para uma reunião já marcada com o secretário de Ensino Superior no Mec, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. A Associação está tentando agendar com o ministro da Educação uma reunião também para quarta, na tentativa de convencer o ministro a revogar a decisão de corte orçamentário.
RD News
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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