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Pesquisador troca EUA pelo Pantanal de MT após se encantar por onças e há 40 anos cria projetos de preservação

Há quase 40 anos um pesquisador norte-americano trabalha documentando onças-pintadas, aves e outros animais em meio ao Pantanal Mato-grossense . O ecologista Douglas Brian Trent tem 62 anos e registrou diversos animais selvagens através de projetos de pesquisa e do trabalho que desenvolve como guia de turismo pelo Rio Paraguai.

Douglas é formado em ecologia, especializado em turismo sustentável, pesquisador e observador de aves desde 1980. Ele veio para o Brasil, e foi morar em Mato Grosso com o objetivo de desenvolver projetos ecológicos para preservação ambiental e combate à pobreza.

O ecologista contou ao G1 como se apaixonou pelas onças e um pouco da própria história. Na década de 80 ele estava viajando para Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, em um ônibus com garimpeiros, quando viu pela primeira vez uma onça.

“Eu estava parado próximo ao veículo e de repente uma onça preta passou pulando na minha frente e atravessando a estrada, provavelmente atrás de uma presa. Naquele momento comecei a ter uma fascinação pelo animal, era muito bonita, e decidi ficar e ajudar na preservação da espécie e de outros animais” disse.

O ecologista contou que foi o pioneiro em trazer gringos para observar onças pelo Rio Paraguai. Em 1981, criou uma companhia de turismo de natureza e começou a trazer grupos de observadores dos Estados Unidos e da Europa, levando-os ao Pantanal para observar onças através de embarcações pelo rio.

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Douglas começou a desenvolver projetos ambientais em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Um desses trabalhos foi o de identificação de onças-pintadas na Estação Ecológica do Taiamã, às margens do Rio Paraguai. Este trabalho foi concluído em 2008.

Em 2013, iniciou o projeto “Bichos do Pantanal”, para educação ambiental, observação das onças, e contagem de aves na região da Estação Taiamã. Este segundo projeto finalizou em 2015.

Através dos projetos ecológicos desenvolvidos, Douglas disse que mais de 44 mil crianças das escolas de Cáceres, a 220 km da capital, e outros municípios próximos, tiveram aulas práticas de educação ambiental. Esse alunos tiveram a experiência de observar aves utilizando binóculos e receberam orientações sobre a proteção das espécies.

O pesquisador trabalha com o estudo da preservação da biodiversidade. Com seus trabalhos já fotografou, identificou e catalogou cerca de 2.400 espécies de aves brasileiras o e 80 onças-pintadas pela região pantaneira do estado. A identificação e a catalogação dos felinos é feita por meio de fotos das cabeças dos animais.

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O ecologista é diretor de pesquisa e coordenador técnico do projeto “Bichos do Pantanal” que foi retomado em agosto de 2018. Douglas nasceu na cidade de Russell, no Kansas, no Estados Unidos (EUA). Formou-se em ecologia no ano de 1979 e decidiu conhecer o mundo.

Douglas compartilhou com o G1 alguns registros que fez no mês de junho deste mês, quando fez uma expedição pelo Pantanal. Essas incursões são comuns, pois sempre está fotografando e documentando animais em meio a natureza pantaneira.

Dedicado a preservação da biodiversidade ao turismo ecológico e sustentável, apaixonado pelas onças e defensor das causas ambientais, Douglas veio para Mato Grosso e resolver ficar para lutar em prol ao meio ambiente e a natureza.

O ambientalista já passou uma temporada na África, e em outros países para desenvolver projetos ligados a sustentabilidade e levantar recursos financeiros e aliados para viabilizá-los.

G1

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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