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Justiça determina que estado e Defensoria Pública regularizem a escala de profissionais nas varas criminais em MT

A Justiça determinou que a Defensoria Pública e o governo do estado regularize a escala de defensores públicos nas varas criminais de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A decisão é do juiz Francisco Rogério Barros e foi proferida na sexta-feira (29).

O Ministério Público Estadual ingressou com a ação depois que o juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis enviou ofício sobre a falta de defensores públicos no município.

Caso a Defensoria não cumpra a decisão judicial, será aplicada multa de R$ 10 mil por dia, afastamento do defensor-público geral do cargo, que também pode responder por crime de desobediência e prevaricação.

Em apenas uma semana, na 5ª Vara Criminal de Rondonópolis, foram liberadas 16 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas porque não havia defensores para garantir a defesa delas.

“Nós somos seis juízes de seis varas criminais e só existe um defensor público trabalhando, que é na 3ª Vara”, explica o juiz Wagner Plaza Machado, responsável pela 5ª Vara Criminal.

A saída tem sido a contratação dos advogados dativos. No ano passado, foram pagos cerca de R$ 40 milhões para advogados dativos, que tiveram que substituir defensores. Em Rondonópolis, o orçamento de março, com isso, chegou a R$ 100 mil.

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“A nomeação de profissionais dativos para patrocinar a defesa, aqueles que eventualmente não forem assistidos pela defensoria pública, traz um ônus muito maior ao estado”, diz Stalyn Paniago, presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil.

O problema é reconhecido pelo defensor-público geral do estado, Clodoaldo Queiroz. “A defensoria pública começou a ser instalada em Mato Grosso há 20 anos e essa instalação parou na metade. A Defensoria nunca conseguiu atender todo o estado”, diz.

Das 79 comarcas existentes em Mato Grosso, apenas 44 possuem defensores. De acordo com a Defensoria Pública, foram criados 255 cargos efetivos, mas apenas 190 foram preenchidos. A justificativa é a falta de recursos para contratação de pessoal.

“Nós temos defensores públicos aprovados em concurso aguardando a nomeação há mais de dois anos, mas a Defensoria Pública não tem recursos para nomear nem um único defensor”, argumenta Clodoaldo.

G1 MT

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Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.

O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.

De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.

“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.

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Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.

Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:

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