Cidades
Girassol produzido em MT vira óleo, comida para pássaro e beleza da lavoura atrai turistas
Mato Grosso é o maior produtor de girassol do Brasil e é responsável por cerca de 60% do que é produzido da planta no país. O que é extraído do girassol vira óleo vegetal usado por indústrias de salgadinhos, semente para alimentar pássaros e, nos últimos anos, o cenário da lavoura tem atraído turistas para ensaios fotográficos.
Nesta semana, em comemoração ao Dia Mundial da Agricultura, o G1 vai publicar uma série de reportagens sobre agricultura.
Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, é considerado o maior município produtor da semente no Brasil.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso é o maior produtor de girassol do Brasil. Em 2019, sua produção atingiu 75.706 toneladas, representando 58,7% da produção brasileira nesta safra.
Sua maior participação na safra nacional ocorreu em 2014, quando Mato Grosso produzia 79,4% da safra brasileira de girassol.
Segundo presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio César Brolio, a área plantada de girassol deve ficar em torno de 20 mil hectares em 2020. Os produtores ainda estimam atraso na primeira safra por conta do atraso nas chuvas.
Em Mato Grosso, os produtores plantam girassol entre fevereiro a março e colhem no mês de junho. A saca da semente é vendida, em média, a R$ 76.
Além de Campo Novo, o algodão também tem expressiva presença nas lavouras de Sorriso e Primavera do Leste, municípios a 420 e 239 km de Cuiabá. Em Sorriso os produtores plantam 5 mil hectares da planta.
“A semente vai para as indústrias que extraem o óleo. Um tipo de óleo é vendido para indústrias que fabricam salgadinhos”, explicou Brolio ao G1. O óleo é semelhante ao de oliva.
O girassol é uma das quatro maiores fontes de óleo vegetal comestível no mundo. Além de ser uma planta resistente a períodos de seca, ela não exige muito investimento em tratos culturais. As flores têm uma particularidade curiosa: giram conforme a posição do Sol.
“O produto [óleo] vai para outros estados, é refinado, filtrado e vendido nos mercados. Mas também há outras finalidades como a alimentação de passarinhos, empresas de dedetização que usam o girassol para fazer iscas para ratos e até produtores que fazem mel da flor do girassol”, comentou o presidente do sindicato.
Os produtores de Campo Novo são procurados por casais, fotógrafos e moradores de outros estados que se interessaram em fazer ensaios fotográficos nas lavouras.
“É diferente. Acaba virando um turismo na lavoura”, comemora.
A média produzida em Campo Novo é de 28 a 30 sacas. O resultado, como em outras plantações, depende do clima e do ano.
Para Brolio, o ‘segredo’ dos produtores de Campo Novo é sempre inovar em culturas e pensar na rentabilidade do girassol.
“Temos duas indústrias que esmagam o girassol e facilita para o produtor plantar e entregar aqui mesmo na região. O girassol é muito leve e, se fôssemos levar para uma região mais longe, o frete ficaria muito caro pelas cargas levarem pouco peso”, detalhou.
A maior parte da produção mato-grossense tem como destino final o mercado interno. Pouca coisa é exportada.
“Temos outras culturas que acabam competindo na mesma época de plantio”, finalizou Brolio.
G1
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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