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Estudo aponta que perda de animal de estimação pode causar luto tão intenso quanto a perda de um humano

A perda de um animal de estimação pode gerar um sofrimento tão intenso quanto o luto pela morte de familiares próximos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista científica Plos One. A pesquisa aponta que a morte de pets pode desencadear o transtorno de luto prolongado, caracterizado por dor emocional persistente e incapacitante.

O transtorno é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Associação Americana de Psiquiatria, mas, atualmente, a morte de um animal não é considerada oficialmente como um evento causador da condição. Os pesquisadores defendem que essa classificação seja revista.

O estudo analisou dados de 975 adultos do Reino Unido. Entre os 295 participantes que relataram perdas humanas e de animais, 21% afirmaram que a morte do pet foi o luto mais doloroso, percentual inferior apenas à perda de pai ou mãe. Mortes de amigos, parceiros e irmãos foram citadas com menor frequência.

Entre os participantes diagnosticados com luto prolongado, 7,5% haviam perdido animais de estimação, índice semelhante ao observado em perdas humanas, como de amigos próximos e irmãos. Para os autores, os dados indicam que a intensidade do luto não depende da espécie do ser perdido.

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A professora Maria Helena Pereira Franco, da PUC-SP e presidente da Associação Brasileira Multiprofissional sobre o Luto, avalia que o tema ganhou relevância após a pandemia, especialmente entre idosos que vivem sozinhos e têm os pets como principal companhia. Segundo ela, a falta de reconhecimento desse luto pode agravar o sofrimento emocional.

Apesar das limitações do estudo, restrito ao Reino Unido, os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de maior atenção à dor psicológica causada pela perda de animais de estimação.

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Justiça proíbe abate de jumentos na Bahia

Entre 2018 e setembro de 2025, o Ministério da Agricultura registrou o envio de mais de uma tonelada do material para o país, movimentando cerca de US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 27,5 milhões).

A Justiça Federal determinou a proibição do abate de jumentos na Bahia. A decisão, assinada pela juíza Arali Maciel Duarte na segunda-feira (13), também prevê a transferência dos animais para santuários de proteção.

Segundo a magistrada, a medida foi tomada devido a indícios de maus-tratos na criação, falhas sanitárias nos abatedouros e o risco de extinção da espécie no estado.

As discussões sobre o tema acontecem desde a década de 2010, quando entidades de proteção animal passaram a questionar as condições da atividade na Bahia. A prática chegou a ser regulamentada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em 2016 e 2020, mas a Justiça entendeu que havia descumprimento das regras atuais.

Dados do Ministério da Agricultura apontam que mais de 173 mil jumentos foram abatidos na Bahia entre 2021 e abril deste ano. O município de Amargosa, no Recôncavo Baiano, é apontado como principal polo exportador.

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A maior parte da produção tem como destino a China, que utiliza o couro do animal na extração de colágeno para a fabricação do produto conhecido como ejiao, usado na medicina tradicional chinesa e associado a promessas de rejuvenescimento e vigor sexual.

Entre 2018 e setembro de 2025, o Ministério da Agricultura registrou o envio de mais de uma tonelada do material para o país, movimentando cerca de US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 27,5 milhões).

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