Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

“Veranico” ocasiona perdas nas lavouras de soja, na região sudeste de MT

Produtores rurais da região sudeste de Mato Grosso estimam perdas entre três a dez sacas por hectare, nas lavouras de soja. A estimativa de produção foi revista depois de um período de estiagem, conhecido como veranica, em dezembro.

Na região de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, onde a colheita já começou, foram 20 dias sem chuva. Segundo Volnei Leite, gerente de uma propriedade, a falta de chuva ocorreu, justamente na época em que a planta precisava de água para desenvolvimento do grãos.

“Nas áreas onde já colhemos, não chegamos à média esperada de 65 sacas por hectares. Colhemos em torno de 55 a 60 sacas”, comentou ele.

Ele explica que a conta não deve fechar como se esperava, pois além das perdas em produtividade, o valor a ser arrecadado não cobre os investimentos em produtos químicos.

“Fizemos investimento em fertilizantes, adubos, fungicidas, inseticidas, e essa conta vai ter que ser paga no final dessa safra. Dessa vez, vamos ter prejuízos”, lamentou.

Leia Também:  Conab prepara leilão de milho estocado em Mato Grosso

Em outra propriedade na região de Juscimeira, a 164 km da capital, o veranico também foi o “vilão”.

“Esse ano foi muito propício à seca, mas esperamos manter a expectativa de produtividade, colhendo cerca de 60 sacas por hectare. No ano passado, colhemos a média de 63 sacas”, relatou o gerente de negócios da fazenda, Rodrigo Rigon.

Diante da queda na produtividade, a expectativa é que os preços compensem as perdas.

“A gente está esperando um preço muito bom pra essa safra. Estamos observando o mercado e percebemos uma elevação boa no preço da soja”, explicou.

G1 MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Mato Grosso tem maior participação em 10 anos nas exportações de milho

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Eventos movimentam setor agropecuário em Mato Grosso

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA