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Trabalho, fé e amor à terra marcam a trajetória da produtora rural Andira Piovesan Kasprzak

Há mais de 30 anos em Mato Grosso, a produtora rural constrói uma trajetória marcada pela perseverança e pela dedicação à terra e à família

Há mais de 30 anos em Mato Grosso, a produtora rural de Porto dos Gaúchos, do Núcleo Vale do Arinos, Andira Piovesan Kasprzak, consolidou uma vida dedicada ao agro e à família. Uma história marcada pela fé, pela perseverança e por uma ligação profunda com a terra.

Natural de São Mateus do Sul, no Paraná, Andira nasceu em uma família numerosa, com dez irmãos, e desde cedo teve contato com a agricultura, em um tempo em que o trabalho no campo ainda era feito com carroça e arado.

Casou-se aos 17 anos e, por um período, viveu na cidade, enquanto o marido atuava em outra área profissional. Depois, a família retornou à lida rural, conciliando pecuária e agricultura em Catanduvas (PR), em um cenário de transição tecnológica, quando os tratores começavam a substituir os métodos mais antigos, mas o trabalho ainda exigia muito esforço manual.

A mudança para Mato Grosso veio em 1993, impulsionada tanto pelo incentivo da família quanto pela busca por melhores condições de crescimento. O início, no entanto, não foi fácil. Estradas precárias, longas distâncias e muitos desafios marcaram os primeiros anos. Mesmo assim, Andira nunca pensou em desistir. Para ela, manter a esperança, a fé em Deus e a força para seguir em frente sempre foram essenciais.

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Sobre a paixão de ser produtora rural, Andira salienta que nunca se viu fazendo outra coisa na vida. “Se eu vejo um carro do último modelo, não me chama a atenção em nada. Agora, se eu ver uma lavoura bem bonita, eu desço e vou lá ver como está essa planta. Se eu ver um gado, eu tenho tudo para admirar aquela criação. Essa é a minha paixão, minha felicidade é isso aqui”, destaca.

Quando fala dos filhos e dos netos, Andira se emociona e comenta sobre a paixão pela lida que vem passando de geração em geração. A atividade que começou com seus pais passou para ela e, hoje, seus filhos seguem o mesmo caminho. “Eu fico muito feliz, porque eu acho que eles vão dar continuidade, não por obrigação, mas porque eles gostam. Eles são felizes fazendo isso”, afirma a produtora rural.

A relação com a terra, segundo Andira, também está diretamente ligada à fé. Para ela, quem vive do campo aprende diariamente a agradecer, reconhecer as bênçãos e respeitar os ciclos da natureza. É essa conexão que fortalece não apenas o trabalho, mas também os laços familiares e os valores transmitidos às novas gerações.

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Para a produtora, o trabalho da Aprosoja Mato Grosso é fundamental para o setor e para a defesa dos interesses dos produtores do estado. “Eles estão trabalhando por nós, correndo atrás de melhorias. Antes não tínhamos esse apoio, ninguém fazia nada por nós, era tudo muito solitário. Hoje, isso mudou. Temos a união da associação e a capacidade de juntar forças”, finaliza.

Ao longo do ano, novas vozes e novas histórias vão mostrar que é gente como a Andira que faz a diferença no campo e no nosso estado. Trajetórias que revelam a força, a fé e a dedicação de quem constrói o agro todos os dias.

Giovanna Fermam

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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