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Tecnologia pode diminuir acidez do vinho

Reprodução / MidiaNews

A tecnologia Oenodia STARS é bem conhecida por seu uso inovador de eletrodiálise para extrair potássio, cálcio e tartaratos do vinho antes do engarrafamento. O processo controlado e medido dá aos vinicultores em todo o mundo a confiança de que seu vinho manterá sua alta qualidade até chegar ao consumidor. Tanto é que essa tecnologia é aplicada em um universo de vinhos avaliados entre US $ 6 bilhões e 7 bilhões por ano.

Oenodia, uma divisão da empresa francesa Eurodia, expandiu sua tecnologia inovadora para gerenciar o pH de vinhos com STARSpH. Os enólogos que trabalham em climas muito quentes têm usado essa tecnologia sem aditivos nos últimos dez anos para neutralizar o impacto do calor no potássio e, portanto, na acidez.

Na Europa, a empresa francesa GEMSTAB, especializada em soluções inovadoras para vinícolas, utiliza STARS e STARSpH. Seu proprietário, Eric Lecoeuvre, disse que “Em Bordeaux, a tecnologia STARSph BiPolar pode representar até 25% do nosso negócio. A maioria dos nossos clientes o escolhe porque, do ponto de vista do enólogo, a precisão do tratamento e a estabilidade do pH ao longo do tempo são incomparáveis. Além disso, podem evitar que o gosto amargo seja acidificado com ácido tartárico e não contêm aditivos”.

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Um desses clientes é Chateau Petit Val, uma vinícola sofisticada de Saint-Emilion Grand Cru. “Para um melhor equilíbrio de vinhos, o STARSph da Oenodia é a solução ideal para nós”, afirma David Liorit, consultor de vinhos e Diretor de Operações do Chateau Petit Val.

Em resposta ao aumento constante do calor devido às mudanças climáticas e à diminuição correspondente da acidez do vinho, a Oenodia lançou sua tecnologia pH STARS nos Estados Unidos. À medida que as temperaturas continuam a subir na Califórnia e em outros estados produtores de vinho , a acidificação do vinho se tornará um desafio significativo para os produtores de vinho, particularmente aqueles que fazem vinhos premium de primeira linha, para os quais cores e perfis sensoriais consistentes e de alta qualidade são essenciais.

 

 

MIDIA NEWS

 

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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