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Sorriso: Ciopaer treina pilotos agrícolas para combate a queimadas; mais de 4 mil hectares atingidos

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) em parceria com o Sindicato Rural de Sorriso vão capacitar aproximadamente 70 pilotos agrícolas para usar “aeronaves nas operações aéreas de combate a incêndios florestais” em fazendas. A intenção é aproveitar a experiência deles com pulverização para que possam ajudar em ações para apagar grandes queimadas. O município, nos últimos meses, foi atingido por inúmeros focos em áreas rurais e também na vegetação às margens da BR-163, além de rodovias estaduais. A estimativa é que mais de 4 mil hectares de área tenham sido queimados causando incalculáveis prejuízos aos produtores.

Os pilotos aprenderão diversos procedimentos para atuarem no combate direto ao fogo, com segurança e agilidade. “A vantagem da aeronave são acessos e velocidade. Você consegue levar o agente extintor via aérea para um local de difícil acesso. O trabalho, na verdade é combinado. Tem que haver uma equipe terrestre fazendo um trabalho de contenção final e a aeronave potencializando este serviço”, explicou, hoje, o tenente-coronel, Flávio Gledson Vieira.

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“Os pontos serão os procedimentos operacionais, os conhecimentos de segurança, as formas de executar um ataque a um incêndio, os cuidados ao fazer a aproximação ao incêndio, o abastecimento da aeronave, questão de coordenação entre aeronaves e comunicação. Vamos fazer uma abordagem geral de como colocar uma aeronave em um combate de incêndio florestal. Todos os anos Mato Grosso é acometido por incêndios florestais, especialmente por suas condições atmosféricas, no período de 15 de julho até início de outubro. Então, o Corpo de Bombeiros leva a cabo neste período ações no Estado inteiro para contenção de incêndios, mas há necessidade, claro, de integração de outras forças”, emendou o tenente-coronel.

O presidente do Sindicato Rural, Tiago Stefanello, apontou os enormes prejuízo que os produtores tiveram, além de financeiros, no solo, já que a queimada prejudica a produção da próxima safra com a danificação dos insumos já aplicados na terra, além de possíveis multas. Estamos levantando as perdas (ocasionadas por incêndios), mas é grande porque toda a poupança, todo o caixa, está no solo. A palhada, o fertilizante, os insumos que ele coloca. Então, quando passa o fogo, isso vai a zero. O prejuízo é enorme”, lamentou.

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“Estamos há vários meses em negociação com o Ciopaer, Corpo de Bombeiros devido nossa região ter muitos incidentes com fogo. “Temos uma área extensa de milho, na região da BR-163, então mais de 70 pilotos vão ser treinados, capacitados e vão estar aptos a fazer este controle”, concluiu.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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