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Agro Notícias

Setor Florestal gerou aumento de novos empregos no primeiro trimestre de 2022 em MS

Entre janeiro e março, foram mais de mil novas vagas criadas na atividade florestal com 4 mil novos postos de trabalho na agropecuária, aumento de aproximadamente 27%

A produção florestal em Mato Grosso do Sul gerou 1.075 novas vagas de empregos no primeiro trimestre de 2022. De acordo com os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), este total representa 26,57%, das 4.046 novas vagas de emprego geradas na agropecuária neste período.

Dentre os novos postos admitidos, foram 409 foram na área de Florestas Plantadas e 668 em Atividades de Apoio. Ao todo, a produção florestal no estado totaliza 7.845 empregos, correspondendo a 9,63% dos mais de 81,4 mil postos de trabalho na agropecuária.

“Os empregos do setor deverão ser impulsionados com a instalação de uma nova indústria em Ribas do Rio Pardo. A expectativa é que sejam geradas 10 mil novas vagas”, explica o coordenador técnico do Sistema Famasul, André Nunes.

Qualificação Profissional – De olho na crescente demanda, 40 alunos formam a primeira turma do curso técnico em Florestas Plantadas, em Três Lagoas, que teve início em abril deste ano.

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A capacitação que ocorre de forma presencial no sindicato rural do município é a pioneira do segmento ofertada pelo Senar em todo o país para preparar mão-de-obra profissional.

Exportação – A comercialização de produtos florestais entre janeiro e março deste ano ultrapassou 1,09 milhão de toneladas, número 15,4% superior às 946,2 mil em volume exportados no mesmo período de 2021.

A receita com as mercadorias comercializadas foi de US$ 346,3 milhões, aumento de 14,3% aos US$ 303 milhões em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.

O principal destino dos produtos florestais sul-mato-grossenses foi a China, responsável por 48,6% da receita total; seguida dos Estados Unidos com 10,6%; e a Itália com 10,4%.

Para mais informações sobre essa cadeia produtiva, acesse o boletim mensal de Florestas Plantadas do Sistema Famasul.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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