Agro Notícias
Segmento de hortifruti já sente influência no consumo
A situação econômica brasileira (em situações de emprego e de renda) ainda não favorece e a demanda ainda não é a desejada, mas os segmentos produtores de frutas e de hortaliças já sentem manifestação de maior consciência da cadeia consumidora quanto aos benefícios à saúde proporcionados por alimentação que tenha maior enfoque nestes produtos. Com isto, uma vez retomado o maior poder de compra, a expectativa é de que possa ser ampliado o consumo, o qual, pelo menos em nível atacadista, registrou ainda pequena queda no movimento dos produtos em 2018.
Com influência citada do movimento dos caminhoneiros, o volume de frutas vendido nas centrais de abastecimento brasileiras diminuiu 2,6% no ano em relação ao anterior, enquanto na receita a redução foi um pouco menor (1,2%). Nas hortaliças, as compras baixaram mais (7,9%), mas em compensação os preços aumentaram (em média, 3,1%). No caso específico dos produtos hidropônicos, a queda foi maior (39%), mas nos orgânicos houve elevação nas aquisições (26,5%), ficando, porém, ainda na faixa de 818 toneladas, diante de 6 milhões de toneladas de hortaliças.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, nas suas pesquisas junto aos principais polos produtores, previa bom crescimento no consumo em 2018, mas na virada do ano conferiu que não foi assim. Verificou, contudo, situação “mais favorável para produtos de maior valor agregado, como melão “de marca”, tomates “especialidades”, hortaliças mini e baby e minimamente processados, que, nos anos de grave recessão econômica (2015-2017), foram mais impactados pela queda do poder de compra do consumidor”. Para 2019, projetava situação similar à anterior, dependendo da economia.
Quando houver reação econômica, a expectativa do segmento hortifruti é de haver bom impulso no consumo doméstico. No País, assim como no mundo, observa a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), há crescente percepção pelos consumidores que alimentação saudável, onde se incluem esses produtos, é a base da saúde e do bem-estar das pessoas, pelo avanço de estudos médicos comprovando seus benefícios na prevenção de doenças, e pela evolução na sua qualidade e na apresentação, atraindo maior interesse.
O Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) verifica que as pessoas preocupadas com alimentação mais saudável são orientadas por nutricionistas a consumir mais hortaliças, e, com isso, aumenta a presença desses produtos no prato do brasileiro. “Todas as redes de fast food hoje têm opção de salada, os restaurantes em geral estão investindo em entradas com saladas, está surgindo a indústria das saladas prontas, o que facilita o consumo”, comenta o presidente Stefan Adriaan Coppelmans. “Está se criando e promovendo a cultura do consumo de hortaliças”, arremata.
CHEGAR AO RECOMENDADO
De qualquer forma, as duas instituições verificam que o consumo per capita ainda está aquém do nível indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o que mostra potencial de demanda e faz os setores agirem no sentido de promover o aumento das vendas. “São 56 quilos de frutas por ano, enquanto países desenvolvidos ultrapassam 100 quilos”, informa Luiz Roberto Maldonado Barcelos, presidente da Abrafrutas. “Atualmente, os brasileiros consomem apenas um terço do volume recomendado de hortaliças, que é de no mínimo 400 gramas por dia”, salientou a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (Abcsem), ao lançar em 2018 campanha de aumento do consumo, intitulada “Projeto AlimentAção + Salada”.
O Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura, assinado em 2018, instruções normativas do governo federal que surgiram em 2019 sobre a rastreabilidade de frutas, verduras e legumes, e novas regras de comercialização dos produtos, com mais exigências em nível de varejo e atacado, também deverão contribuir para a finalidade de incremento e de qualificação no consumo, conforme entendimento expresso na área. O programa Hortifruti Saber & Saúde, que reúne diversos atores das cadeias produtivas, sublinha a possibilidade de os consumidores, a partir da normatização oficial, terem informações sobre todo o processo de produção e, assim, tomarem decisão de compra com base na responsabilidade e em boas práticas de todos os elos da atividade produtiva.
Agrolink
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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