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Saiba mais sobre o planejamento fitossanitário e sua importância para o sucesso de lavoura de soja

Foto: Assessoria

A colheita de uma boa safra de soja depende de diversos fatores e o planejamento adequado tem peso importante no resultado. O gerente de pesquisas e desenvolvimento da Satis, empresa especializada em produtos de nutrição vegetal foliar, Aedyl Lauar, destaca que os produtores já iniciaram a compra de insumos para a próxima safra e, nesta fase, as atenções devem ser voltadas para a parte nutricional.

O planejamento inclui a avaliação sobre a necessidade de correção do solo principalmente em relação à presença de boro. A influência deste item no desenvolvimento das diferentes culturas é tão grande que se tornou o nutriente mais pesquisado no mundo. As propriedades do boro são importantes tanto para a parte reprodutiva das plantas quanto para o enchimento de grãos.

Trabalho já realizado em safras anteriores na região Centro-Oeste pelo departamento técnico da Satis, empresa especialista em soluções de nutrição vegetal, mostrou que o teor ideal de boro no solo é de 0,7 a 1,0 mg/dm3, mas os solos cultivados brasileiros apresentam um nível muito baixo deste elemento, o que tem atrapalhado bastante na obtenção de lavouras de alta performance produtiva. A disponibilidade de boro no solo é afetada por fatores como temperatura, umidade, acidez, textura e teor de matéria orgânica.

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Por isto, solos arenosos são mais carentes do que os argilosos. Para contribuir na reposição do nutriente, a Satis desenvolveu o HumicBor, um fertilizante de quarta geração que, além de suprir as baixas concentrações de boro no solo, proporciona maior enraizamento e crescimento das plantas, melhora o pegamento da florada e o enchimento de grãos, atendendo a exigência das culturas.

Lauar observa que o planejamento da lavoura de soja também deve incluir cuidados com a escolha das cultivares que mais se adaptam à região levando em consideração o histórico de resistência às adversidades. “É preciso avaliar quais materiais apresentam melhores performances produtivas”, complementa. Nesta fase, os produtos da Satis como Vitakelp e Nodular são importantes para auxiliar na boa germinação das sementes e no desenvolvimento inicial das plantas, promovendo um bom estabelecimento da cultura.

O Vitakelp atua como protetor fisiológico, apresentando bons resultados no enraizamento das plantas e, como consequência, maior absorção de água e nutrientes. O Nodular aumenta o volume de raízes, o número de nódulos, melhorando o desenvolvimento vegetativo.

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Com o manejo adequado, será possível alcançar uma boa produtividade da lavoura. Na safra 2019/2020, o país colheu em torno de 120,4 milhões de toneladas de soja, 4,7% a mais que as 115 milhões de toneladas da temporada anterior. A expectativa para a próxima safra está em torno de 131 milhões de toneladas de soja.

 

 

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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