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Projeto em MT da capacidade do solo em receber dejetos trará redução de custos para produtores de suínos

O projeto de levantamento para indicadores ambientais é inédito em Mato Grosso e busca estabelecer limites ambientais para áreas que utilizam dejetos oriundos da atividade suinícola para fertirrigação do solo, especificamente para o nível de fósforo, zinco e cobre. As ações podem beneficiar a suinocultura e outras atividades da cadeia produtiva. Os primeiros dados foram apresentados em reunião para os representantes da secretaria Estadual de Meio Ambiente na sede da Acrismat, em Cuiabá.

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa – Suinos e Aves) estão frente do projeto e a consultora ambiental da associação, Márcia Cintra, detalha “não existe em Mato Grosso uma normativa que delimita a quantidade de dejetos suínos a ser aplicada em uma determinada área. Sentimos a necessidade de construir uma proposta de Limites Críticos Ambientais de fósforo no solo para servir como subsídio para futuras regulamentações sobre aplicação de fertilizantes fosfatados e resíduos contendo fósforo. Esse estudo servirá para que isso seja determinado pelos órgãos competentes e poderá ser usado como base para outros estudos”, explicou.

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Para o presidente da Acrismat, Itamar Canossa, o projeto trará celeridade para as questões ambientais da suinocultura. “Os órgãos terão mais segurança técnica nas análises de processos e nas emissões de licenças ambientais. Já para os produtores isso poderá significar uma vantagem econômica, já que poderão fazer uso da fertirrigação em suas áreas cultivadas de forma segura e dentro das normas, podendo economizar na compra de fertilizantes químicos. Além disso, este é um trabalho inédito realizado pela Acrismat e que beneficiará também outras cadeias produtivas”, afirmou, através da assessoria.

A secretaria estadual de Meio Ambiente ainda não se posicionou sobre o estudo da Acrismat e Embrapa.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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