Agro Notícias
Projeto Campo Futuro inicia levantamentos de custos de produção em 2022
Brasília (23/05/2022) – O Sistema CNA/Senar inicia nesta semana os levantamentos de custos de produção agrícolas e pecuários de 2022 do Projeto Campo Futuro, iniciativa que está no seu 15º ano de execução.
Os primeiros encontros reúnem produtores de pecuária de leite de Treze Tílias e de Braço do Norte, em Santa Catarina, nos dias 24 e 26, respectivamente. No dia 24, o painel será de café arábica, com cafeicultores da região de Franca (SP). O painel destinado aos produtores de cana-de-açúcar de João Pessoa (PB) ocorre no dia 27.
Diante das dificuldades impostas pela pandemia, o modelo de execução do projeto manterá as adaptações incorporadas em 2020, tendo como princípio a condução dos painéis em formato online.
O Campo Futuro será executado em 141 municípios, distribuídos em 21 estados brasileiros. A iniciativa conta com o apoio das Federações de Agricultura e sindicatos rurais, além da participação dos produtores rurais locais. “O foco está na ampliação das informações geradas para as tomadas de decisão dos produtores rurais, visando à melhoria de suas margens de lucro”, afirmou o assessor técnico na CNA, Thiago Rodrigues.
Os dados oriundos das 11 atividades agropecuárias pesquisadas – aquicultura; avicultura; cafeicultura; cana-de-açúcar; cereais, fibras e oleaginosas; fruticultura; horticultura; pecuária de corte; pecuária de leite; silvicultura e suinocultura – contribuirão para a identificação de estratégias de comercialização, formação de custos de produção e nível tecnológico das atividades desenvolvidas nas principais regiões produtoras do Brasil.
Além disso, favorecerá a geração de informações para análises de mercado, tomada de decisão, prospecção de capacitações e estudos de políticas voltadas para aumento da eficiência e melhoria da competitividade do setor agropecuário.
São parceiros do Sistema CNA/Senar na realização do Projeto Campo Futuro o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Pecege (Esalq/USP) e Labor Rural (Universidade Federal de Viçosa – UFV).
Primeiros painéis Campo Futuro de 2022:
24/5 – Pecuária de Leite/ Treze Tílias (SC) – 13h30
24/5 – Café Arábica/ Franca (SP) – 14h
26/5 – Pecuária de Leite/ Braço do Norte (SC) – 13h30
27/5 – Cana-de-açúcar/ João Pessoa (PB) – 13h30
Assessoria de Comunicação CNA
Foto: Marcos Giesteira
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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