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Produtora de Linhares consegue aumentar 40% em sua produção de cacau com assistência técnica


Disponível no Espírito Santo desde 2015, o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do ES (Senar-ES), já auxiliou na otimização da produção de aproximadamente 2.067 agricultores, em 62 municípios. Assim como muitas outras, a história da produtora Maria Loss tem destaque, que em dois anos sendo assistida aumentou em 40% sua produção de cacau. 

Maria e o esposo, o agricultor José Luiz Schiavon, cuidam de uma propriedade herdada da família, que une o Sítio Palmeiras e o Sítio Pedra de Santa Rosa, ambos localizados na comunidade de Córrego Japira, em Linhares.   

Inicialmente o foco da propriedade era na cultura do café, e o cacau só ganhou espaço na propriedade do casal dez anos atrás, decisão tomada após a produtora ganhar suas 30 primeiras mudas, que foram plantadas a céu aberto, diferentemente do que se costumava cultivar.  

“Eu queria provar que a céu aberto também se produz cacau, e de excelente qualidade. Principalmente na minha região”, destacou Maria.  

A cultura que começou tímida, com 30 pés de cacau se expandiu, e atualmente ocupa o equivalente a dois hectares da propriedade do casal, com aproximadamente quatro mil pés, sendo dois mil deles produzindo o fruto. Por meio do sistema agroflorestal, a área da propriedade dedicada ao cultivo também é aproveitada para diversificar a produção com pimenta-do-reino, banana, aipim e coco.  

A oportunidade que Maria Loss teve de desenvolver ainda mais sua produção de cacau veio há dois anos, quando o Senar-ES ofereceu a ATeG para a sua propriedade. O técnico de campo da ATeG, Lucas da Costa, responsável pela assistência técnica e gerencial na propriedade, destaca que desenvolver a gestão na propriedade também é importante. “Nas assistências trabalhamos com o produtor as técnicas necessárias para incrementar a sua produtividade e também desenvolvemos os indicadores econômicos da lavoura. Na propriedade da Maria, no início, ela não tinha noção de quanto estava gastando, e também o que estava lucrando, pois não tinha controle dos custos”, disse.

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Os resultados na propriedade do casal já são visíveis. Houve aumento na produção do cacau em 40%, recorde de 82 sacas em 2021 e também reconhecimento da qualidade das amêndoas, atestado pelo Concurso da Qualidade de Amêndoas de Cacau Capixaba, realizado pela Prefeitura Municipal de Linhares, no qual eles têm conquistado excelentes colocações por dois anos consecutivos.  

Atualmente o que é produzido ainda é comercializado apenas na propriedade. Porém, o pensamento de gestão da Maria tem direcionado planos futuros. A produtora planeja comercializar diretamente com grandes fábricas. “Meu objetivo mais adiante é produzir derivados do cacau, como os nibs, para agregar ainda mais valor ao meu produto”, comenta.  

Cacau em Linhares 

Com uma área destinada à colheita de 12.964 hectares, o município de Linhares é considerado o maior produtor de cacau no Espírito Santo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Anualmente são produzidas aproximadamente 8.167 toneladas de amêndoas de cacau na região.  
Além dos números elevados registrados na produção, o município é reconhecido mundialmente pela excelência na qualidade de suas amêndoas. O cacau de Linhares possui o registro de Indicação Geográfica (IG), que reconhece a reputação, qualidade e características que estão vinculadas ao local de produção do cacau, além de já ter figurado também entres os 18 melhores cacaus do mundo no concurso Salão de Chocolate de Paris, realizado na França.  

Com o objetivo de reconhecer e incentivar a produção de cacau no Estado, a Prefeitura de Linhares promove anualmente o Concurso de Qualidade das Amêndoas do Cacau Capixaba, que elege os produtores de destaque da região.

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Nos últimos anos, a cultura do cacau na região passou por mudanças significativas, as lavouras que antes eram cultivadas somente em sistema cabruca, em que o cacau é produzido sob a sombra de espécies nativas da floresta, passou a ser cultivado em pleno sol e também em sistema agroflorestal (SAF), que consiste no plantio de diferentes espécies vegetais em uma mesma área. Entre as mudanças do cultivo na região, destaca-se também a utilização de clones tolerantes ao fungo da vassoura-de-bruxa, que tem aumentado a produtividade das lavouras.

Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG Mais Cacau)

O Espírito Santo ocupa o terceiro lugar de maior produtor de cacau do Brasil. Para que a cultura se desenvolva ainda mais, o Senar-ES em parceria com o Senar Brasil vai levar Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para mais de 200 produtores de cacau capixabas gratuitamente, a partir deste ano de 2022. 

Em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e o Sindicato Rural de Linhares, 23 técnicos de campo participaram de um treinamento entre novembro e dezembro de 2021 sobre a cultura para atender os produtores interessados no programa.

“Estamos sempre preocupados em levar uma assistência de qualidade às famílias rurais, por isso investimos na capacitação dos técnicos de campo. Durante o treinamento, foi feito um alinhamento tecnológico para a melhor condução da lavoura de cacau que trará bons resultados para as propriedades rurais capixabas”, disse a analista de supervisão geral da ATeG do Senar-ES, Cristiane Veronesi.

Os produtores rurais que tiverem interesse em participar da ATeG devem procurar os Sindicatos Rurais dos seus municípios. 

Mais informações: (27) 3185-9218 / [email protected]
 
Crédito foto:
Alessandra Maria da Silva/Incaper

Fonte: Comunicação FAES/Iá Comunicação

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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