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Plantio de soja está atrasado em MT, mas ainda não preocupa, aponta Imea

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Conforme Marcel Durigon, responsável pela soja no Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, é o clima mais seco dos últimos 10 anos no estado. “Há previsão de chuvas para o final de setembro e início de outubro, mas vamos ver se serão suficientes (para plantar)”, pondera.

Conforme o entrevistado, o volume esperado incialmente era de mais de 30 milímetros, mas agora deve ser de 15 milímetros.

Neste contexto, só começou a plantar quem tem pivô. “E um ou outro produtor que produz algodão”, acrescenta. “Vale ressaltar que, para esta temporada, estão previstas até mais chuvas que em anos anteriores, mas depende de quando vão cair”, ressalta. Nesta sexta-feira, sai o primeiro relatório de plantio do Imea. Até agora, a área semeada ainda é muito pequena.

Para esta temporada 2020/21, a área deve somar 10,2 milhões de hectares, ante 9,99 milhões em 2019/20. “Há pastagens com possibilidade de conversão para a soja”, ressalta Durigon. O rendimento esperado ainda não foi prejudicado pelo tempo seco, sendo estimado em 57,45 sacas de 60 quilos por hectare, sendo o segundo maior da história. O recorde é da temporada 2019/20, com 59 sacas por hectare.

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Segundo a última estimativa de SAFRAS & Mercado, a área em Mato Grosso deve somar 10,210 milhões de hectares, com rendimento médio de 3.480 quilos por hectare. Na temporada passada, foram plantados 9.930 milhões de hectares, com 3.570 quilos por hectare de média.

Em relação aos insumos, a situação é tranquila no estado, pois muitos produtores já adquiriram no meio do ano passado. Também não há problemas com a chegada dos insumos.

 

 

 

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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