Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Pesquisadores usam simulador de chuva em estudo sobre solo


Um subprojeto dentro da Rede de AgroPesquisa e Formação Aplicada Paraná (Rede AgroParaná) tem utilizado um simulador de chuva para obter indicadores relacionados à erosão. O equipamento abrange 12 pequenas parcelas nas quais há diferentes sistemas de cultivo. O objetivo é submeter as áreas às mesmas condições de “chuva” para, assim, dimensionar as diferenças dos efeitos erosivos em cada modalidade de se trabalhar com a terra. O estudo é realizado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, nas dependências da Fazenda-Escola da Universidade Esta- dual de Ponta Grossa (UEPG).

A instalação das parcelas para estudo ocorreu em dezembro de 2019, com a plantação dos primeiros cultivos do experimento em 2020. Os locais delimitados são constituídos por diferentes manejos em Sistema de Plantio Direto (SPD) e um tratamento adicional, com o solo totalmente descoberto, sem cultivo e preparado com arado e grade duas vezes ao ano; plantio direto com rotação de culturas com cultivo alternado de milho e soja no verão e de trigo e aveia ou consórcio de plantas de cobertura no inverno; plantio direto com sucessão de culturas na sequência soja/trigo; e plantio direto com sucessão de culturas na sequência soja/trigo com escarificação esporádica do solo.

Leia Também:  STF promove exposição sobre bicentenário da Assembleia Constituinte de 1823

Segundo o pesquisador Eduardo Augusto Agnellos Barbosa, do Departamento de Ciências do Solo e Engenharia Agrícola da UEPG, a chuva simulada possibilita aplicar um controle de quantidade e intensidade d’água. “A principal vantagem é ter o controle tanto da taxa de intensidade de precipitação em diferentes níveis de cobertura vegetal de solo. Todas as parcelas recebem a mesma quantidade d’água. Conseguimos assim determinar a capacidade de infiltração do solo e outros índices importantes”, explica.

O simulador de chuva tem 10 “braços” rotativos, cada um com 7,5 metros de comprimento. Com um total de 30 bicos pelos quais saem a água, os canos são distribuídos de forma helicoidal formando o que os pesquisadores chamam de “espiral concêntrica”. Graças a um conjunto de quatro rodas, o equipamento pode circular pelas parcelas e distribuir as chuvas simuladas de forma igualitária.

Além disso, a água converge em uma calha, para que o escoamento possa ser coletada e seja possível conferir a concentração de sedimentos e perdas de nutrientes. “Nós temos resultados preliminares. Inclusive, já até publicamos três resumos, um deles na reunião paranaense do solo. Mas ainda são resultados incipientes. Esse tipo de estudo requer um tempo para gerar dados e análises. Como estamos trabalhando com manejo do solo, essas áreas vão sofrer alterações ao longo do tempo”, salienta Barbosa.

Leia Também:  Abertas inscrições para curso sobre argumentação no Direito Tributário
Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  Audiências públicas abrem espaço para comunidade se posicionar sobre PL do Transporte Zero

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Acervo cultural do STF conta com obras de Sebastião Salgado sobre Amazônia

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA