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Parecis SuperAgro confirmada de 9 a 12 de abril e deve movimentar R$ 180 milhões

A Parecis SuperAgro debaterá as influências da tecnologia no setor e o impacto da conjuntura internacional sobre o cotidiano do produtor rural, de 9 a 12 de abril, com a projeção de reunir 20 mil pessoas, com entrada gratuita, no Parque de Exposições Odenir Ortolan, em Campo Novo do Parecis. A feira de tecnologia e negócios ocupa 10 hectares do parque, são cerca de 150 marcas em exposição, que contribuem para a movimentação de aproximadamente R$ 180 milhões durante os quatro dias.

O evento é realizado pelo Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis. “Não há como deixarmos de lado a inovação e os desafios gerados pela tecnologia. Esse é um tema obrigatório. Mas queremos discutir também o que o contexto mundial nos apresenta, tanto na economia como na política”, explica Antônio Brolio, agricultor e presidente do Sindicato Rural. O cenário do agronegócio mato-grossense, e por consequência o nacional, acaba funcionando como um sinal importante para a economia brasileira, já que, em 2018, o setor respondeu por 42% das exportações nacionais, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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A Parecis SuperAgro 2019 manterá a receita de sucesso das últimas 11 edições. Além da exposição de maquinários agrícolas, terá uma programação dividida entre vitrines tecnológicas e palestras técnicas. “Um de nossos diferenciais é exatamente essa riqueza de conteúdos que o visitante pode encontrar. Teremos os lançamentos mais importantes da indústria agrícola e um verdadeiro laboratório a céu aberto, antecipando tecnologias e técnicas produtivas”, destaca Brolio.

Outro ponto alto é a realização de palestras para analisar o momento político do País e do estado. “Já confirmamos nomes de peso no cenário político para um painel bem atualizado sobre Brasil e Mato Grosso, coordenado pelo apresentador e comentarista Miguel Daoud”, revela o presidente do sindicato.

A pecuária terá atenção garantida novamente. Para fomentar a geração de negócios, os leilões de gado estão confirmados, além de uma programação técnica voltada para as oportunidades impulsionadas pela integração de agricultura, pecuária e floresta plantada. A informação é da assessoria.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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