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Nematóides se espalham e causam prejuízos na lavouras de Diamantino, Nova Mutum e região

Tânia Santos, pesquisadora da Fundação MT, explicou que em Mato Grosso são encontradas 11 raças de nematoides de cisto. Mas, na safra 2024/25, algumas tiveram aumentos expressivos, considerando as amostras analistas pela fundação. Foram o caso das raças 2, 4 e 4+. A raça 4+ foi identificada em 17 amostras na safra 2024/25, ante duas amostras positivas no ciclo anterior. No caso da raça 4, o número de amostras positivas subiu para 175, ante 117 na temporada 2023/24. As amostras com raça 2 somaram 104, ante 89 na safra anterior. No caso da raça 14, o número de amostras positivas saltou para 72, ante 41 na safra 2023/24.

“Observamos o aumento da raça 4+, principalmente onde as cultivares não apresentam resistência a essa raça. Isso indica que precisamos revisar as variedades de soja que são usadas pelos produtores e adotar estratégias de controle mais eficaz”, afirmou a pesquisadora.

De acordo com a Fundação MT, a raça 4+ foi mais predominante em lavouras localizadas na região de Sorriso (MT), no médio norte do Estado. Além da raça 4+, as amostras coletadas em municípios do sul e sudeste de Mato Grosso, como Alto Garças, Itiquira, Tesouro, Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis e Pedra Preta registraram avanço das populações de nematoides de galha e cisto. Propriedades de Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Santa Rita do Trivelato, Diamantino, Ipiranga do Norte, Nova Maringá e Nova Mutum também tiveram aumento desses patógenos.

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A pesquisadora Rosângela Silva, da Fundação MT, salientou que as raças de nematoide de cisto são mais difíceis de serem controladas, porque a estrutura do cisto permite que a praga sobreviva ao período de vazio sanitário, voltando a se multiplicar na safra seguinte, se não forem adotadas sementes resistentes à nematoide.

“O ideal seria o produtor investir em cultivares com resistência a nematoides de raças de difícil manejo, como 2, 4 e 4+. O problema é que essas cultivares hoje apresentam uma produtividade por hectare menor do que as dez cultivares mais produtivas, e também mais utilizadas pelos produtores de Mato Grosso. É um desafio fazer os produtores adotarem essas cultivares”, afirmou a pesquisadora.

Silva acrescentou que, para o melhor combate das raças mais resistentes de nematoide de cisto, os produtores devem adotar sementes resistentes a essas variedades por pelo menos duas safras consecutivas. E intercalar as safras com produção de milho, associado com braquiárias e defensivos biológicos, que permitem o desenvolvimento de microrganismos que combatem os nematoides.

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“Se a gente olhar, nas últimas três safras, as cultivares mais plantadas em Mato Grosso não são resistentes a nematoides de cisto. Sem nenhum impedimento para se multiplicarem, as raças 2, 4 e 4+ se multiplicaram. Na safra 2023/24, como houve muita perda por conta do clima, o problema dos nematoides não incomodou tanto os produtores. Mas nesta safra, quando o clima ajudou na produtividade, as perdas com nematoides ficaram mais evidentes”, afirmou Silva. Segundo a pesquisadora, dependendo das condições do solo, as perdas de produtividade com esses nematoides podem chegar a até 30 sacas por hectare.

Silva citou um estudo da Syngenta em parceria com a Agroconsult e a Sociedade Brasileira de Nematologia, de 2023, indicando que as perdas com nematoides equivalem a perder uma safra de soja a cada dez safras colhidas. A estimativa é que as perdas por conta dos problemas gerados pelo ataque de nematoides chegam a R$ 27,7 bilhões por ano, no caso da soja, e a R$ 65 bilhões em lavouras brasileiras como um todo.

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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