Agro Notícias
MT registrou 6,7 milhões de raios em um ano; Energisa alerta sobre época de chuva
Nos 141 municípios atendidos pela Energisa Mato Grosso, a distribuidora registrou em 2019, aproximadamente, 6,7 milhões de raios. O número cresce a cada ano e pode impactar diversos setores. Se comparados os anos de 2018 e 2019, há um aumento de 141% no número de raios que atingiu o estado. O período de chuvas pesadas, acompanhado de ventos fortes e raios, se aproxima da região. De setembro a março, ou seja, da primavera até o final do verão, é conhecido como a estação das chuvas no Brasil. A concessionária alerta a população para o risco das descargas e como evitar acidentes.
Segundo estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil, por ser o maior país da zona tropical do planeta, é o líder em incidência de raios no mundo, com cerca de 77,8 milhões de descargas para o solo a cada ano.
“Os raios podem causar danos por meio de objetos metálicos, telefonia, antenas externas, redes de TV e internet via cabo. Vale alertar, que além dos raios, os temporais desta época do ano são acompanhados de fortes rajadas de ventos, o que traz um risco adicional a toda população. Os ventos, que muitas das vezes chegam a ultrapassar os 60 km/h, podem lançar objetos sobre as redes de energia, provocar a queda de árvores e galhos sobre carros e casas. É preciso ficar atento”, explica o gerente do Departamento de Operação da Energisa Mato Grosso, Fábio Lancelotti.
Monitoramento do tempo
O Grupo Energisa conta com uma ferramenta de Alerta de Situação Climática, denominada NetClima, que está presente em todas as unidades da empresa. Ela realiza o monitoramento em tempo real de tempestades severas como chuvas intensas, rajadas de vento muito fortes, com abrangência nacional, o que possibilita às distribuidoras mobilizar suas equipes com antecedência para atender à população com mais agilidade.
Além do sistema de monitoramento, desenvolvido pelo Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), em parceria com a Aneel e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema elétrico conta também com equipamentos automatizados, que permitem manobras a distância, diretamente do Centro de Operação da distribuidora, garantindo mais agilidade na recomposição do sistema.
Equipes preparadas
Para enfrentar as emergências e minimizar os efeitos, a Energisa conta com o plano de contingência e treinamento das suas equipes. Este planejamento define as responsabilidades, de forma a orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias para que a empresa atue com agilidade diante das situações adversas como tempestades, queda de árvores, erosões, dentre outras situações que causam impactos ao sistema elétrico. Em situações de contingência, a empresa reforça o número de equipes em campo, incluindo manutenção pesada com caminhões com cesto aéreo.
Anualmente as equipes passam por uma simulação para colocar em prática o Plano de Contingência. O objetivo é reforçar as ações do plano e avaliar o desempenho de todas as áreas envolvidas, diante de situações reais de emergência. Entre as ações do simulado estão o acionamento de todas as frentes de trabalho que devem executar as ações previstas no Plano, simulação de manobras pelo Departamento de Operações, simulação de perda de infraestrutura, perca do Centro de Operações, que monitora todo o sistema elétrico entre outras.
A população deve também deve ficar atenta a cuidados importantes: em caso de tempestades, retire todos os aparelhos eletrônicos das tomadas e evite contato com objetos de estrutura metálica que estejam ligados à eletricidade, como fogões, geladeiras e torneiras.
Se estiver na rua, procure um lugar seguro e não se aproxime de cabos partidos. Em caso de urgência, entre em contato a Energisa pelas redes sociais, pelo aplicativo Energisa On, pelo site www.energisa.com.br ou pelo Call Center: 0800 646 4196.
RD NEWS
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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