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Agro Notícias

Ministros da Agricultura do Brics se reunirão no final do mês em Bonito (MS)

Os ministros da Agricultura dos países que compõem o Brics se reunirão nos próximos dias 25 e 26 de setembro em Bonito, principal cidade turística da região da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representa 40% da população mundial e 25% do PIB global.

Esta é a 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics e terá como tema a inovação tecnológica na agropecuária no contexto de aumento da população mundial e da demanda por alimentos. Os ministros debaterão questões relacionadas à segurança alimentar e sustentabilidade ambiental em âmbito regional e global.

O objetivo do encontro é fortalecer a cooperação entre os membros do grupo para cumprir as metas da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Os ministros discutirão estratégias para melhorar a infraestrutura e a conectividade em diferentes cadeias da agropecuária, incorporando tecnologias que geram desenvolvimento e benefícios econômicos.

Os representantes das pastas de agricultura também devem tratar de assuntos como geração de energias renováveis, comércio eletrônico de insumos e uso do princípio científico para impedir barreiras comerciais.

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Pela primeira vez anfitrião do encontro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacará o papel do incremento da conectividade no campo, da dispersão da internet das coisas e o incentivo às startups do mundo agro, conhecidas como agritechs, para o avanço da produção agrícola sustentável, da produção de orgânicos, do combate às pragas e doenças e manutenção dos padrões fitossanitários dos alimentos.

Além das discussões formais, na agenda oficial dos ministros estão previstos dois passeios: mergulho de flutuação e visita à Fazenda Ceita Corê, propriedade rural considerada modelo na aplicação da tecnologia de integração lavoura, pecuária e florestas e em atividades de ecoturismo.

Bonito

Conhecida mundialmente pelas águas cristalinas e natureza exuberante que abriga diferentes atividades de ecoturismo, a cidade de Bonito também apresenta intensa produção agropecuária. O turismo representa metade do PIB do município, a outra é resultado do desempenho do agronegócio.

É a primeira vez que Bonito sediará um evento de porte internacional. A escolha da cidade, segundo o Ministério, é mostrar às autoridades visitantes como é possível associar boas práticas ambientais com a produção agropecuária e turismo, setor que emprega mais de sete mil pessoas com carteira assinada. O município tem 22 mil habitantes e uma área de 493,4 mil hectares, em que mais de 40% é composta por vegetação nativa.

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“O modelo de turismo e gestão ambiental implantado aqui é referência para o Brasil e o mundo. Aqui em Bonito, nós praticamos o turismo de aventura, o turismo de natureza, o ecoturismo. Todas essas atividades acontecem na área rural”, disse Augusto Miranda, secretário de Turismo de Bonito.

Cúpula

Em novembro, os chefes de Estado do grupo se reunirão em Brasília, para a XI Cúpula dos Brics. O Brasil é o atual presidente e como anfitrião estabeleceu como prioridades para discussão entre os membros o fortalecimento da cooperação em ciência, tecnologia e inovação, reforço da cooperação em economia digital, no combate aos ilícitos transnacionais e o incentivo à aproximação entre o Banco do Brics e o Conselho Empresarial do agrupamento.

Agrolink

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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