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IPCA registra deflação de 0,68% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerando a inflação oficial do país, registrou queda de 0,68% em julho, após subir 0,67% em junho. Conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) essa foi a primeira deflação mensal desde maio de 2020, com a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em janeiro de 1980. 

O resultado levou o índice acumulado nos últimos 12 meses  a uma taxa de 10,07%, contra os 11,89% registrados no mês anterior, mas ainda superando com folga o teto da meta oficial para a inflação deste ano (-3,5%), com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As projeções eram de recuo de 0,65% no IPCA de julho.

A deflação em julho do IPCA teve como base, principalmente, o recuo dos preços dos combustíveis e energia. As variações negativas destes itens refletem a queda nos preços praticados nas refinarias da Petrobras e também a redução das alíquotas de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo, aplicada a partir da lei sancionada no final de junho. 

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Com isso, os preços da gasolina caíram 15,48% e os do etanol recuaram 11,38%. Já o custo da energia residencial teve queda de 5,78% e o valor de gás de botijão recuou 0,36%. 

Além disso, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, dois apresentaram deflação em julho, sendo eles o de Transporte e Habitação, com recuos nos preços  de 4,51% e 1,05%, respectivamente. Enquanto isso, outros sete grupos tiveram alta de preços, tendo a Alimentação e Bebidas registrado o maior aumento do mês, fechando em 1,30%, frente aos 0,80% em junho. A maior pressão veio do leite longa vida, que subiu 25,46%, e pelos derivados do leite como queijo, manteiga e leite condensado, que sofreram alta de 5,28%, 5,75% e 6,66%, respectivamente. 

Essa alta do produto teve forte influência do período de entressafra, que se estende mais ou menos de março até setembro/outubro, onde as pastagens estão mais secas, reduzindo a oferta de leite no mercado, além do fato dos custos de produção estarem elevados. 

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A alta do leite contribuiu especialmente para o resultado da alimentação no domicílio, que acelerou de 0,63% em junho para 1,47% em julho. 

Fonte: AgroPlus

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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