Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Governador diz que prioridade é combater incêndios, mas garante que crimes serão punidos

O governador Mauro Mendes (DEM) admitiu que parte dos incêndios registrados em Mato Grosso é criminosa com objetivo de abrir área para o agronegócio, principalmente nas regiões norte e noroeste, que ficam perto da Amazônia. O democrata acrescentou que a prioridade neste momento é o combate às queimadas e que a investigação e punição serão os próximos passos.

“Neste momento nós estamos muito focados em combater o problema com nossas equipes, mas como nós temos imagens de satélite tiradas dia-a-dia, e, quando for possível detectar e responsabilizar, nós remos fazer isso na forma da lei”, garantiu em entrevista à rádio CBN esta manhã.

No entanto, Mendes frisou que a queimada predatória não é prática consolidada e destacou que a maioria dos produtores possui consciência ambiental e estão cientes das convenções internacionais de comercialização para se posicionar como o setor produtivo brasileiro mais competitivo internacionalmente.

“A preservação não é só porque ONG A, B ou C, ou porque o americano quer isso ou aquilo, ou porque os europeus estão pedindo ou exigindo. Nós brasileiros também temos nossa consciência ambiental e, acima de tudo, queremos preservar as nossas relações comerciais tão importantes”, disse, acrescentando que Mato Grosso cumpre com sua responsabilidade:

Leia Também:  Ano termina com safra de algodão 40% maior em Mato Grosso sendo a maior da história

“O agronegócio, no meu estado, eu tenho absoluta convicção de que a grande maioria, principalmente os médios e grandes produtores têm compreensão da importância que tem a sustentabilidade, de que precisa crescer a produção em cima de tecnologia e não desmatando qualquer área, principalmente da região amazônica”.

Só Notícias

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Com mais de 200 mil toneladas, exportação de carne bovina ultrapassa recorde de setembro de 2021

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  PM qualifica 220 policiais para a Patrulha Rural no Paraná

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA