Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Estudo refuta ligação de câncer com defensivos

A quantidade de evidências necessárias para sugerir um efeito carcinogênico dos pesticidas diminuiu constantemente. Essa é uma das conclusões de uma série de estudos realizados pelo Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM), de acordo com artigo publicado no portal geneticliteracyproject.org.

De acordo com os estudos, os argumentos que indicam a segurança dos pesticidas nunca conseguem ser refutados pelos cientistas, ao contrário daqueles que indicam o contrário. Isso porque, a maioria das pesquisas feitas para tentar comprovar a carcinogenicidade dos defensivos compara agricultores com agricultores, e nunca com o resto da sociedade.

“O fato de que não houve diferença entre os agricultores que usam e aqueles que não usam pesticidas nunca foi abordado ou foi interpretado como demonstrando ‘contaminação’ do grupo livre de pesticidas, mas mais uma vez sem qualquer prova”, diz o texto.

A hipótese inicial de que os pesticidas causam câncer nos agricultores é, de fato, uma hipótese científica, de acordo com os pesquisadores. No entanto, ele pode ser refutado ou validado, medindo a incidência de câncer entre os agricultores que usam pesticidas e comparando com o resto da população. “Mas vimos que essa hipótese tendeu mais para a refutação”, completa.

Leia Também:  Rastreabilidade individual de bovinos pode abrir novos mercados, diz presidente do Instituto do Agronegócio

Nesse cenário, as afirmações poderiam ser validadas ou refutadas “ao comparar a incidência de câncer em fazendeiros a de outras ocupações que envolvem atividade física moderada. Ou comparando a incidência de câncer em agricultores que usam pesticidas e agricultores que não usam nenhum. Como nenhuma dessas comparações foi feita até o momento, a irrefutabilidade dessa hipótese permanece inteiramente teórica”, conclui.

Agrolink

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Produtor de Diamantino é campeão de produção e adota silos alternativos

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Ministra reage às pressões externas e diz que produtores defendem o meio ambiente

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA