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Entrevista: novo secretário da Sedest destaca gestão de continuidade


O desenvolvimento sustentável é um tema central para a elaboração de políticas públicas em um Estado de forte vocação agropecuária como o Paraná. Desse modo, a escolha do titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) é estratégica, depois que o deputado estadual Marcio Nunes, que ocupou a pasta até o último dia de março, saiu do posto para se dedicar à eleição. O escolhido para dar continuidade ao trabalho é Everton Souza, que até então ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT). Graduado em geografia, com uma longa trajetória de contribuições ao meio ambiente, ele concedeu, logo no primeiro dia de trabalho como secretário, uma entrevista ao Boletim Informativo do Sistema FAEP/SENAR-PR.

O novo secretário da Sedest, Everton Souza

BI – Quais os principais desafios à frente de uma pasta tão estratégica quanto a do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo?

Everton Souza – A ligação entre meio ambiente e turismo é cada vez mais evidente e o interesse pelo destino de turismo de natureza, de aventura, traz uma conexão forte entre as ações que nós temos na Paraná Turismo, na secretaria e no IAT. Temos, por exemplo, uma política de gestão das nossas unidades de conservação, que permite, cada vez mais, visitantes, e que isso se transforme em bem-estar social, em geração de empregos e de impostos no entorno destes pontos de atração turística de natureza.

Também temos compromisso com o desenvolvimento sustentável. Se não houver sustentabilidade, não há desenvolvimento. Por mais que você possa ter um crescimento econômico, se não tiver a relação harmônica com o meio ambiente e um resultado social daquele empreendimento, não está ocorrendo desenvolvimento. Nós temos um compromisso com a população do Paraná, assumido pelo governador Carlos Massa Junior, pelo secretário que me antecedeu, Marcio Nunes, e que é a minha tarefa aqui: tornar viável qualquer empreendimento que busque se utilizar dos recursos naturais para gerar desenvolvimento sustentável.

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Recentemente recebemos 112 profissionais em um concurso público, o que não acontecia há mais de 30 anos. Estamos buscando uma unificação de procedimentos entre nossos escritórios regionais, para que possamos dar uma resposta local em cada região para que o IAT e a secretaria tenham uma política só.

Outra coisa que temos investindo é na transformação digital, para que possamos ter agilidade no atendimento às demandas da sociedade paranaense.

Que tipo de programas e de investimentos estão previstos na sua gestão?

Nós temos linhas programáticas definidas e consagradas, como o “Paraná mais verde”, “Rio Vivo”, “Água no campo” e o “Paraná sem lixões”, que vamos dar continuidade. Também o trabalho de combate à erosão que estamos enfrentando por meio de intervenções importantes para combater esse que, talvez, seja o maior problema ambiental do Estado. Temos perdas de solo, assoreamento de rios, diminuição da qualidade das águas. É a busca de se fazer a continuidade de políticas que já estavam estabelecidas.

O Paraná atravessa um período de estiagem severa que impacta diretamente a produção no campo. De que formas políticas ambientais podem ajudar o paranaense a sofrer menos estes impactos?

O Paraná tem 16 bacias hidrográficas que a natureza nos deu, e temos um compromisso de desenvolver as políticas públicas de gestão de recursos hídricos, para que possamos minimizar os efeitos de eventos críticos, como estiagem e cheias prolongadas e a questão da qualidade da água, que pode ser por quantidade de resíduo, como aporte indevido de efluentes nestas águas. Esse é um processo coletivo. A própria gestão de águas é feita coletivamente dentro dos comitês de bacias hidrográficas. As unidades hidrográficas têm se organizado junto à sociedade civil, ao poder público e aos usuários de água no sentido de fazer a composição plural destes comitês.

Qual o saldo do programa Descomplica Rural dois anos após o lançamento?

Posso te dizer que o Descomplica é motivo de orgulho para os gestores ambientais do Paraná. Foi uma decisão técnica, jurídica, que envolveu artifícios digitais para que pudéssemos ter uma análise, uma liberação, uma autorização, um licenciamento para uma granja de suínos, de aves, no sentido de que com áreas e locais com empreendimentos de baixo impacto, as liberações pudessem ser feitas de modo rápido. Isso dá segurança de que o produtor pode se instalar, fazer sua produção, se integrar, se cooperar, para transformar o que produzimos de proteína vegetal em proteína animal, entrando no círculo virtuoso do alimento sustentável. Assim, os produtos gerados no Paraná podem alcançar mercados exigentes do ponto de vista ambiental.

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O Paraná vem se firmando como exemplo de sustentabilidade ao mesmo tempo que confirma sua posição de líder na produção agropecuária. Como conciliar os aspectos de produção e preservação?

O Estado tem uma tradição de conservação do patrimônio natural, que vem da atuação do nosso produtor rural, que encontra a história dele na relação com a área ambiental e também com a agricultura, e vem fazendo um trabalho importante de produção e preservação ambiental. Hoje temos que apoiar e ampliar a nossa produção praticamente numa área de intervenção, que não precisa nem mais ser aumentada. O Paraná é exemplo de tecnologia, de manejo de solo, manejo de bacias, que permitem aumentos consideráveis na produção agropecuária, sem causar danos ao meio ambiente.

A gestão do ex-secretário Marcio Nunes ficou conhecida pela redução na burocracia. Qual o senhor acha que será a sua marca nesses nove meses que estará à frente da pasta?

Na evolução digital e na perspectiva da contratação de novos funcionários, eu participei ativamente da gestão do secretário Marcio Nunes, além de todos os programas citados. Então me sinto à vontade para dar continuidade a programas exitosos que estão em plena execução.

Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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