Agro Notícias
Friboi de Diamantino fornece app para produtor acompanhar o abate com segurança
Em meio à pandemia de Covid-19, a indústria frigorífica fez uma série de adaptações na sala do pecuarista para garantir que o produtor que esteja interessado em acompanhar o desempenho de seus lotes possa fazê-lo com segurança e sem a necessidade de entrar na sala de abates da fábrica. O assunto foi tratado em detalhes nesta segunda, 23, em entrevista do gerente de originação da Friboi em Diamantino-MT, Thiago Bessa, ao Giro do Boi.
“A gente pensou realmente em deixar uma janela, uma oportunidade para o pecuarista vir e acompanhar o seu produto aqui dentro da fábrica, só que de uma maneira diferente. A gente colocou dentro da sala do pecuarista, numa sala reservada nossa, um ambiente controlado aqui que ele tem acesso tanto ao peso online, animal a animal que está passando na balança naquele momento, e também quatro câmeras dentro do abate em que é possível ver todo o padrão de abate, acabamento de gordura, a parte de terminação dos animais. Ali ele pode ver qual foi o resultado que ele teve no campo”, explicou Bessa.
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“Nesta sala, seguimos todos os protocolos de segurança mundiais estabelecidos para poder proteger as pessoas que estão envolvidas neste processo, tanto o pessoal da limpeza, quanto o próprio pecuarista. É disponibilizado álcool em gel, tem uma limpeza que é feita a cada pessoa que entra ou sai desta sala, a sala é inteira higienizada, tem disponibilização de máscaras para as pessoas que por ventura quiserem para se sentir mais confortáveis com isso. Então é possível vir até a unidade, já na entrada da unidade, quando você chega aqui, tem uma portaria específica com pessoal treinado aqui para poder recebê-lo. Lá também é seguido todo o protocolo das organizações mundiais de saúde, é medida a temperatura, também são disponibilizadas máscaras para todo o pessoal que entra nas fábricas, não só para os pecuaristas, mas também todos os nossos funcionários hoje passam por este protocolo a fim de protegê-los”, detalhou.
Thiago Bessa mencionou ainda que o produtor pode acompanhar os dados de desempenho das suas boiadas ao abate também em tempo real pelo aplicativo Friboi Pecuarista, disponível para download para smartphones pelos links abaixo:
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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