Agro Notícias
Friboi de Diamantino fornece app para produtor acompanhar o abate com segurança
Em meio à pandemia de Covid-19, a indústria frigorífica fez uma série de adaptações na sala do pecuarista para garantir que o produtor que esteja interessado em acompanhar o desempenho de seus lotes possa fazê-lo com segurança e sem a necessidade de entrar na sala de abates da fábrica. O assunto foi tratado em detalhes nesta segunda, 23, em entrevista do gerente de originação da Friboi em Diamantino-MT, Thiago Bessa, ao Giro do Boi.
“A gente pensou realmente em deixar uma janela, uma oportunidade para o pecuarista vir e acompanhar o seu produto aqui dentro da fábrica, só que de uma maneira diferente. A gente colocou dentro da sala do pecuarista, numa sala reservada nossa, um ambiente controlado aqui que ele tem acesso tanto ao peso online, animal a animal que está passando na balança naquele momento, e também quatro câmeras dentro do abate em que é possível ver todo o padrão de abate, acabamento de gordura, a parte de terminação dos animais. Ali ele pode ver qual foi o resultado que ele teve no campo”, explicou Bessa.
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“Nesta sala, seguimos todos os protocolos de segurança mundiais estabelecidos para poder proteger as pessoas que estão envolvidas neste processo, tanto o pessoal da limpeza, quanto o próprio pecuarista. É disponibilizado álcool em gel, tem uma limpeza que é feita a cada pessoa que entra ou sai desta sala, a sala é inteira higienizada, tem disponibilização de máscaras para as pessoas que por ventura quiserem para se sentir mais confortáveis com isso. Então é possível vir até a unidade, já na entrada da unidade, quando você chega aqui, tem uma portaria específica com pessoal treinado aqui para poder recebê-lo. Lá também é seguido todo o protocolo das organizações mundiais de saúde, é medida a temperatura, também são disponibilizadas máscaras para todo o pessoal que entra nas fábricas, não só para os pecuaristas, mas também todos os nossos funcionários hoje passam por este protocolo a fim de protegê-los”, detalhou.
Thiago Bessa mencionou ainda que o produtor pode acompanhar os dados de desempenho das suas boiadas ao abate também em tempo real pelo aplicativo Friboi Pecuarista, disponível para download para smartphones pelos links abaixo:
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Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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