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Supervisor da Friboi de Diamantino fala sobre a importância do confinamento no Canal Rural

Com o término da estação chuvosa e com os pastos começando a secar, o pecuarista começa a executar a sua estratégia de terminação da boiada na entressafra para evitar a superlotação na sua fazenda, que inevitavelmente perde capacidade de suporte. Até mesmo por isso, o mercado do confinamento já está bastante aquecido, conforme foi abordado no quadro Giro na Estrada desta sexta-feira, 29.

“Está super aquecido o mercado, a gente já teve uma operação grande semana passada, embarcando um total de 23 carretas para o confinamento (unidade do boitel JBS em Lucas do Rio Verde-MT). O mercado está em alta, a gente está fazendo a reposição […] e uma parceria grande ali com o confinamento para poder abastecer eles por lá”, disse em entrevista o supervisor de transporte da unidade Friboi de Diamantino-MT, Dácio Dreyer.

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Dácio quantificou a extensão do raio da panha do boi magro para engorda no confinamento. “Hoje por ter o confinamento de Lucas do Rio Verde em um ponto estratégico, nós conseguimos atender pecuaristas de Juína, pecuaristas de Rondonópolis, Campo Novo dos Parecis, de Tangará da Serra. […] Em um raio de 700 a 800 km, nós temos condições de fazer esta logística”, disse.

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O supervisor falou também sobre o mercado de reposição. “A gente tem uma parceria grande, por exemplo, com a Estância Bahia, a gente acompanha os leilões virtuais, temos uma equipe já pronta para fazer contato com o pecuarista que comprou os animais e consegue atender em tempo praticamente real. O pecuarista comprou, a gente já tem à disposição a carreta com uma equipe para poder auxiliá-lo”, destacou.

Dácio enalteceu ainda as garantias que o pecuarista tem a partir do momento que as boiadas sobem no caminhão. “Os caminhões nossos são 100% rastreados, a gente […] faz seguro das cargas, a gente transporta também animais de elite, averba a carga. A gente tem os motoristas todos experientes com carga viva para o transporte de animais de diferentes categorias, sejam bezerros, vacas, bois. Tem monitoramento em tempo real, a gente consegue fornecer o programa da viagem, então a gente consegue dar uma qualidade e segurança para o pecuarista que o animal dele vai chegar na fazenda 100%”, assegurou.

Para os produtores interessados em mais informações e dicas de transporte de gado magro, o contato pode ser feito pelo número (65) 9 9251 1933. Já o contato para os produtores interessados em escalar animais ou receber mais informações sobre confinamento pode ser feito pelo [email protected].

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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