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Agro Notícias

Encontro analisa uso de bioinsumos na manutenção da fertilidade do solo

Brasília (28/04/2022) – O Sistema CNA/Senar promoveu a live “Bioinsumos na manutenção da fertilidade do solo”, na quinta (28).

O encontro foi moderado pelo engenheiro agrônomo e egresso do programa CNA Jovem, Murilo Nunes Valenciano, e contou com a participação da pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Christiane Abreu de Oliveira Paiva; da engenheira agrônoma e egressa do CNA Jovem, Maria Iderlane de Freitas; e do professor na Universidade Federal de Lavras (UFLA), Paulo Henrique Leme.

Murilo e Maria Iderlane são integantes da Equipe EducaAgro, vencedora do CNA Jovem 2020/21 com o desenvolvimento do Núcleo de Inteligência em Bioinsumos. Ele destacou a importância de debater o tema em um momento conturbado em que se torna fundamental buscar formas alternativas para conservar a fertilidade do solo e as altas produtividades da agricultura brasileira.

Christiane Abreu de Oliveira Paiva abordou o tema “Bacterias e fungos: ciclagem eficiente de nutrientes antes da era dos fertilizantes”. Ela falou sobre soluções biológicas para o aumento da eficiência de uso de nutrientes, inoculantes microbiológicos para mitigar estresse e ciclagem eficiente de fósforo no sistema de produção, além de apresentar o portifólio de bioinsumos da Embrapa.

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Maria Iderlane contou como surgiu a ideia de criar o Núcleo de Inteligência em Bioinsumos – ambiente de informações e de conexão com especialistas para viabilizar o uso seguro desse tipo de produto. A egressa do CNA Jovem fez uma apresentação para explicar as diferenças entre fertilizantes, bioinsumos, biofertilizantes, inoculantes, condicionadres de solo e remineralizadores de solo.

“Em 2021, 85% dos fertilizantes utilizados no Brasil foram importados. A implementação de estratégias que viabilizem a produção agrícola e minimizem a dependência de insumos externos, como o uso de insumos biológicos à base de resíduos orgânicos eou de microorganismos e/ou de microrganismos é fundamental”, afirmou.

O professor da UFLA, que foi mentor do grupo EducaAgro no CNA Jovem, ressaltou a importância da divulgação e extensão do conhecimento sobre bioinsumos. Segundo ele, o mercado de bioinsumos foi de R$ 1,7 bilhão no Brasil, em 2020/21, o que significa um aumento de 37% em relação ao ano anterior. O mercado mundial gira em torno de U$ 5 bilhões e deve crescer 107% até 2030.

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“É um momento econômico propício para a expansão de bioinsumos. Os agricultores brasileiros têm aproveitado a oportunidade de trabalhar com os bioinsumos e entendido que esses produtos, além de serem uma alternativa ecológica e econômica, podem dar uma liberdade maior para que eles possam fazer o manejo de suas lavouras”, disse Paulo Henrique Leme.

Assessoria de Comunicação CNA
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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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