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Encontro analisa oportunidades e conhecimentos técnicos sobre queijos artesanais


Brasília (31/03/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoveu a live “Queijos Artesanais: oportunidades e conhecimentos técnicos”, na quinta (31).

O encontro foi moderado pelo assessor técnico da DEPPS do Senar, Vilton Júnior, e contou com a participação da zootecnista e gestora da Comunidade do Queijo, Fernanda Carvalho; do técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS e proprietário da Queijaria Moriá, Fabrizio Machado; e do produtor rural e proprietário da Queijaria Rancho Maranata, Carlos Henrique.

“É um tema oportuno e que está ganhando, cada vez mais, espaço no cenário nacional e, inclusive, no mercado internacional, com premiações e grande destaque. Não poderíamos deixar de trabalhar, capacitar e levar informações de qualidade para o nosso público”, afirmou Vilton Júnior.

A gestora da Comunidade do Queijo fez uma apresentação sobre a abrangência dos queijos artesanais no Brasil, o crescimento do segmento e trouxe informações para os produtores que pretendem se regularizar junto aos órgãos de inspeção, especialmente no Selo Arte.

Segundo Fernanda Carvalho, muitos produtores de queijo desejam colocar o nome “artesanal” no seu produto, mas é comum encontrarem dificuldades no processo. A orientação dela é buscar o selo que for possível dentro da sua realidade e não deixar de se regulamentar, nem que seja através da inspeção municipal.

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“Faça certo, produza um leite e um queijo de qualidade, aplicando as boas práticas agropecuárias, e acredite na atividade. O queijo é um produto que permite agregar bastante valor e a tendência é o consumo aumentar”, disse.

Fabrizio Machado abordou pontos relacionados à qualidade do leite nas propriedades rurais, a importância dos cuidados na atividade e os reflexos na produção de queijo artesanal, destacando o papel essencial da ATeG nesse processo.

O proprietário da Queijaria Rancho Maranata, localizada em Virgínia (MG), falou sobre os aspectos relevantes para a produção de queijos artesanais de qualidade. Carlos Henrique contou a trajetória da sua propriedade, referência na fabricação de queijos na Serra da Mantiqueira.

No final da live, Vilton Júnior ressaltou as ações realizadas pelo Sistema CNA/Senar através do Programa Alimentos Artesanais e reforçou o convite para os produtores participarem do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2022, que terá como tema queijo artesanal. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de abril.

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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