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Empaer avalia novas cultivares de banana resistentes a doença Sigatoka Negra

O objetivo da pesquisa é identificar pelo menos um genótipo resistente a Sigatoka Negra – Foto por: João de Melo | Empaer

Novas cultivares de bananeira tipo terra resistentes a doença  Sigatoka Negra serão avaliadas no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (CRPTT) da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no município de Cáceres (225 km a Oeste da capital). O pesquisador da Empaer, Humberto Carvalho Marcílio, fala que serão plantados 12 genótipos de banana selecionados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os resultados serão divulgados após o primeiro ciclo de produção em torno de 12 meses.

Conforme Marcilio, a Sigatoka Negra (Mycospharella fijiensis) é atualmente a mais importante doença e pode acarretar perdas de até 70% na p

Foto por: João de Melo | Empaer

rodução. É considerada a doença mais destrutiva da cultura da bananeira, ataca as folhas afetando o crescimento, produtividade das plantas e diminuindo a qualidade dos frutos. “A adoção de variedades resistentes é uma importante alternativa para a fruticultura”, esclarece.

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O objetivo da pesquisa é identificar pelo menos um genótipo resistente a Sigatoka Negra com características agronômicas favoráveis para o cultivo e aceitação do mercado consumidor. De acordo com Humberto, esse é um trabalho em parceria com a Embrapa que inseriu o Estado, em 2016, na Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Plátano (banana da terra).“Após alguns anos de trabalho em parceria com a Embrapa,    com a introdução e avaliação de novas cultivares, a Empaer possui atualmente a maior coleção de materiais genéticos do Estado, com mais de 60 genótipos de bananeiras dos tipos Nanica, Maçã, Prata e Terra”, explica Marcílio .

Foram distribuídas este ano, para implantação de dez Unidades de Demonstração (UD) aos agricultores familiares, 800 mudas com quatro cultivares de banana tipo terra com características agronômicas superiores às cultivares tradicionais.  Esses genótipos foram avaliados e selecionados pela empresa por  apresentarem  maiores produtividades e com qualidade dos frutos semelhantes a cultivar tradicional (Farta velhaco).

O cultivo e a produção de banana da Terra é caracterizado quase que exclusivamente pela cultivar Farta velhaco que apresenta frutos grandes com alto teor de amido e são suscetíveis à Sigatoka Negra.  A busca de novas cultivares mais produtivas e resistente a doenças são estratégias de grande importância para sustentabilidade da cultura.

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Segundo Marcílio, a bananicultura é explorada principalmente por pequenos produtores, que utilizam a mão-de-obra familiar. Estima-se que a cultura empregue cerca de seis pessoas por hectare ao ano. Mato Grosso apresenta condições climáticas satisfatórias para o desenvolvimento de uma cultura competitiva. “Estamos buscando um sistema de cultivo mais equilibrado e capaz de atender a demanda interna dos próprios municípios, reduzindo a evasão de divisas e gerando alternativas de renda com menor impacto ao meio ambiente”, destaca Humberto.

 

 

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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