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Embrapa detalha avanços para o produtor com programa de soluções digitais no agronegócio

Empresas do setor de tecnologia, startups agritechs e representantes do agronegócio e do Governo Federal debateram as inovações e avanços tecnológicos no agronegócio durante o Encontro de Negócios para a Agricultura Digital, que teve como objetivo discutir a transformação digital no campo e as perspectivas desse novo mercado. Os destaques da programação foram o lançamento do programa de inovação da Embrapa Informática Agropecuária, o TechStart Agro Digital, e o workshop do Observatório de Negócios Digitais da Agricultura Brasileira, uma realização da Embrapa e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, a transformação digital já está presente em diversos setores da economia. Na agricultura, não é diferente. “Nosso desafio é mostrar como as novas tecnologias, as tecnologias disruptivas, podem agregar valor à cadeia produtiva, de modo que seja atraente para o produtor, seja pequeno, médio e grande, e pensando também no atendimento às exigências do mercado consumidor”.

Segundo a gestora, o evento representa mais uma oportunidade de convergência entre os diferentes atores do ecossistema de inovação em agricultura digital. A Embrapa tem um papel fundamental de fomentar cada vez mais essa conexão entre produtores rurais, empreendedores e empresas de tecnologia e do agronegócio.

“O tema da inovação no agro é inquietante. Todo mundo está, de alguma forma, refletindo a respeito. O setor é amplamente carregado de tecnologia e está cada vez mais despontando como uma fronteira da tecnologia do Brasil, até pela magnitude do setor agropecuário e sua relação com o PIB nacional”, afirmou o secretário de Inovação do Mapa, Fernando Camargo.

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Durante a visita à Embrapa Informática Agropecuária, ele conheceu as iniciativas de fomento a startups, laboratórios e projetos desenvolvidos pela Unidade nas áreas de modelagem agroambiental, bioinformática e zoneamento agrícola de risco climático, além das atividades da Unidade Mista de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas (Umip GenClima), uma parceria entre Embrapa, Unicamp e Fapesp. Para o secretário, o trabalho mostra as potencialidades da inovação disruptiva no agronegócio.

A Embrapa Informática Agropecuária e a Venture Hub lançaram, durante o encontro, o programa de aceleração de startups TechStart Agro Digital, iniciativa com apoio da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e visa a contribuir para o desenvolvimento de negócios e tecnologias com foco em soluções digitais para o agronegócio. As inscrições já estão abertas e seguem até 17 de agosto. Serão selecionadas oito startups que participarão de um processo estruturado, durante 21 semanas, com acesso a mentorias especializadas, treinamentos e oportunidades de interação com grandes e médias empresas, investidores e instituições de pesquisa.

Érico Pastana, executivo da Venture Hub, aceleradora de startups da região de Campinas (SP), apresentou a estrutura do programa. Segundo ele, o programa foi pensado como uma forma de melhorar o processo de inovação e o relacionamento com ecossistemas de inovação aberta. “O cenário atual mostra que nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico e geração de conhecimento é muito maior que nossa capacidade de inovação. Nós geramos muita coisa boa, muita tecnologia, muita solução, mas por uma série de fatores, como articulação, temos ainda um grande potencial a ser explorado”, completa.

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As propostas para o TechStart Agro Digital deverão abranger soluções para problemas reais da agricultura em oito temas: Gestão de Risco Agrícola; Identificação e Detecção de Pragas e Doenças; Cadeia de Hortifruti; Automação e Robotização no Campo; Biotech, Manejo e Monitoramento de Solo, Água, Planta, Estresses Bióticos e Abióticos; Pecuária de Precisão; e Nutrição e Sanidade Animal. A expectativa é que o encerramento da primeira rodada aconteça em fevereiro de 2020, com a apresentação final dos produtos e modelos de negócios das startups.

Além da mentoria técnica, os participantes terão apoio nas áreas jurídica, de propriedade intelectual e contábil e ainda facilidades de acesso a campos experimentais das Unidades da Embrapa e à infraestrutura do Innovation Hub Campinas. As startups também poderão utilizar gratuitamente as informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa disponíveis na plataforma AgroAPI. A ferramenta foi lançada em abril e contempla desde dados sobre cultivares e produtividade até zoneamentos agrícolas. As informações são acessadas por meio de APIs (interface de programação de aplicativos, na tradução do inglês) e podem ser úteis, por exemplo, no desenvolvimento de soluções para planejamento, monitoramento e gestão da produção.

O encontro foi em Campinas (SP). A informação é da assessoria.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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