Agro Notícias
Devido à seca, safra de soja é considerada a pior das últimas duas décadas, dizem produtores de MT
A seca e o sol forte prejudicaram as lavouras em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, no mês de dezembro. Os agricultores estimam que essa seja a pior safra dos últimos 24 anos.
Segundo os agricultores, a colheita está adiantada e deve terminar nos próximos dias. No entanto, eles afirmam que os resultados não são bons, pois houve queda na produtividade.
“Teremos uma perda de 10% a 15% na questão de produtividade de soja. Acreditamos que a média vai ficar de 5 a 6 sacas a menos por hectare, em relação a colheita do ano passado”, explicou o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Carlos Simon.
A estimativa da Aprosoja é de que as perdas cheguem a 16 milhões de toneladas em todo país. O que deve resultar num volume quase 14% menor do que o colhido na safra anterior.
O agricultor Orcival Guimarães plantou 3,8 mil hectares de soja e deve colher cerca de 56 sacas por hectare. No ano passado, a média foi de 62 sacas.
“Faltou chuva em alguns momentos e o calor foi muito grande, o que prejudicou a produção. Ele antecipou o ciclo e, consequentemente, reduziu nossa produção”, contou.
Para o agricultor Ênio Rigo, o prejuízo também vai ser grande em comparação com o ano passado.
“Durante todo o tempo que moro em Lucas do Rio Verde, essa foi a pior safra. A última vez em que a média ficou abaixo de 53 sacas por hectare foi em 1994”, disse.
Preço
Outro fator que tem prejudicado os agricultores é o preço da saca. Os agricultores que venderam a soja antecipada, antes mesmo do plantio, conseguiram uma média de R$ 65 por saca. Já com o grão disponível, a cotação está em torno de R$ 60.
“O lucro é muito pequeno, ainda mais com as cargas tributárias que acompanham as vendas. Vai ser muito difícil”, ressaltou Orcival.
Já o agricultor Ênio avalia que o preço deve subir devido a baixa produtividade.
“Vamos aguardar para ver se o mercado reage. Acredito que esse preço deve mudar na nossa região, pois a produtividade foi baixa”, disse.
G1
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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