Agro Notícias
Curso de inseminação capacita trabalhadores em Pedro Afonso
O Senar Tocantins deu sequência à capacitação de trabalhadores e produtores rurais para facilitar a adoção de técnicas adequadas para a realização de inseminação artificial nas propriedades rurais da região central do Tocantins. Desta vez, o treinamento ocorreu na fazenda Boa Esperança, no município de Pedro Afonso.
O curso “Trabalhador na Bovinocultura – Inseminação Artificial” abordou temas como melhoramento genético, sanidade do rebanho, mineralização do rebanho e anatomia do sistema reprodutor feminino. E além da teoria, os alunos tiveram atividades práticas, com os animais da fazenda, onde realizaram o manejo de botijão de sêmen e montagem do aplicador. Eles também fizeram o reconhecimento de estruturas anatômicas das vacas nas peças adquiridas do matadouro municipal.
A inseminação artificial em bovinos é uma técnica de reprodução em que o sêmen de um touro é depositado no aparelho reprodutivo da vaca com a utilização de equipamentos específicos. A aplicação feita por um profissional da área tem o objetivo de fecundar uma fêmea sem o contato físico do macho. Por conta de programas de incentivo à inseminação e treinamento de mão de obra, o sistema FAET/Senar está estimulando o melhoramento genético do rebanho bovino do Tocantins.
O agrônomo Thalles Moreira Matos, aluno da turma, ficou sabendo do curso por indicação de um amigo que já participou de outras turmas. Hoje estagiário de uma empresa do ramo agropecuário, o aluno tem pretensões de retornar à atividade no campo como inseminador. “Antes da capacitação do SENAR eu pensava que inseminação era algo muito simples, mas agora perceber que vai muito além disso; existe cuidado e técnicas corretas de manejo pra garantir a sanidade do animal”, destacou.
Gabriel Inácio Costa da Silva também é agrônomo e trabalha com o pai na fazenda da família. Com cerca de 60 cabeças na propriedade, ele agora quer se valer da inseminação artificial para aumentar o rebanho com qualidade. “As técnicas que aprendi me animaram. Acho que podemos colocar em prática na nossa fazenda e chegar nos resultados que a gente deseja”, afirmou.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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