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Agro Notícias

Consultores confirmam queda na produção de soja na safra 18/19 em MT

Foto: TVCA/Reprodução

Uma equipe de consultores visitou fazendas de soja no norte do estado, na última semana, onde as lavouras demonstram queda na produtividade. Em muitas áreas a colheita está adiantada, em outras, a soja ainda está verde, mas a perspectiva dos produtores é de perda.

Apesar das diferenças de fases entre as lavouras com variedades de ciclo precoce e médio semeadas em propriedades de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, os agricultores estimam uma perda considerável, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo Luimar Gemi, a média de colheita tem sido 50 sacas por hectare, enquanto que no ao passado, ficou em torno de 60 sacas.

“Conforme vão chegando os novos talhões, tá melhorando a média, mas acreditamos que fecha com uma diferença de 10% a menos do que o ano passado, pelo que a gente tem observado”, afirmou.

Em nível nacional, a situação não deve ser diferente, segundo os consultores que participaram da 16ª expedição em fazendas das região norte de Mato Grosso, a produção nacional deve ser de 117,6 milhões de toneladas. Cerca de 2% a menos que a safra anterior.

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O consultor Pablo Reveles afirmou que esta não será uma safra record, como se imaginava no início do plantio.

“No ano passado a gente chegou a 119, 120 milhões de toneladas. Este ano, não teremos o mesmo desempenho, mas se as condições climáticas permanecerem como estão, a produtividade não deve baixar mais do que foi previsto”, destacou.

De acordo com a consultoria, a queda dos números nesta safra está ligada à falta de chuvas durante o desenvolvimento dos grãos.

“A estiagem de cerca de 10 a 15 dias ocasionou prejuízos às lavouras com variedades precoces, porque elas são muito sensíveis a falta de água”, explicou o consultor.

Ainda segundo ele, a variedade precoce tem um bom ciclo, pois é rápida. No entanto, precisa de água durante o desenvolvimento.

“Se faltar água em um período específico de floração ou no período reprodutivo em geral, ela pode perder potencial grande”, afirmou.

Já os produtores somam a falta de chuva a outros fatores.

“Costumo dizer que tem uma soma de fatores que acabaram contribuindo pra essa queda de produtividade: em novembro tivemos um longo período nublado, com baixa luminosidade, depois tivemos um período bastante chuvoso e quando parou a chuva, foi de vez”, avaliou o agricultor Luimar.

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G1 MT

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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