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Agro Notícias

Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA avalia ações estratégicas para 2022

Brasília (10/05/2022) – A Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na terça (10), a primeira reunião do ano para apresentar as ações para o fortalecimento do setor em 2022.

O presidente da comissão, Manoel de Oliveira, ressaltou a contribuição e a importância da interação das federações de agricultura em prol do desenvolvimento das cadeias produtivas.

“A criação de uma base única de dados com informações e a conscientização sobre a importância da rastreabilidade ao longo da cadeia estão entre os temas prioritários e vão requerer esforços de todos os envolvidos para a execução das atividades”.

A assessora técnica da comissão, Letícia Fonseca, apresentou o plano de ação e os resultados esperados. Os membros do colegiado poderão sugerir outros temas de acordo com as demandas regionais.

Entre as iniciativas, está previsto o desenvolvimento de um projeto piloto voltado para a rastreabilidade da cadeia produtiva do tomate e o diagnóstico dos desafios e soluções ao longo da cadeia produtiva e de distribuição. 

A ação visa também a disseminação do Sistema AgriTrace Rastreabilidade Vegetal, desenvolvido pelo Sistema CNA. A plataforma é uma ferramenta de gestão para produtores, distribuidores e cooperativas, que garante o fluxo da informação entre os elos da cadeia. 

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Para unificar a base de dados do setor, a comissão propõe a inclusão de dados setoriais no Observatório do Agro, identificando quais informações e fontes devem ser consultadas.

A definição de novas estratégicas de comercialização de frutas e hortaliças regionalmente é outro tema prioritário e prevê o desenvolvimento de vitrines de comercialização para produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar e produtores vinculados aos sindicatos rurais.

Ainda constam na lista de ações a busca por maior adesão dos produtores ao seguro rural; a ampliação da farmácia rural para culturas de suporte fitossanitário insuficiente e o cultivo protegido de hortaliças.

Durante a reunião, os participantes acompanharam a participação da pesquisadora Marina Marangon, do HF Brasil/Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que compartilhou a metodologia de trabalho do grupo e explicou o cenário do mercado de hortaliças e os desafios enfrentados, como elevação nos custos de produção e demanda restrita.

Assessoria de Comunicação CNA

Foto: Wenderson Araujo 

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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