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Agro Notícias

Comissão de Cana-de-Açúcar da CNA discute ações prioritárias para 2022


Brasília (27/04/2022) – A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na última segunda (25), para discutir, entre outros assuntos, as pautas prioritárias do setor produtivo para 2022. Esse foi o primeiro encontro com a participação do novo presidente do colegiado, Nelson Perez Junior.

O plano de ação da Comissão de Cana inclui o pagamento de CBios (créditos de descarbonização) aos fornecedores independentes de matéria-prima e a revisitação às metodologias utilizadas para o estabelecimento do valor de pagamento via Conselho de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Etanol (Consecana) pela matéria-prima.

De acordo com a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, outra pauta prioritária do setor é o aumento da participação de produtores de cana na contratação de seguro rural. “O objetivo é melhorar a gestão de risco e ampliar a cobertura para intempéries climáticas e incêndios”, disse.

Além disso, a Comissão vai atuar na melhoria da cadeia produtiva e ampliação do mercado de aguardente de cana e cachaça.

O coordenador de Promoção Comercial da CNA, Rodrigo da Matta, participou da reunião e apresentou o projeto Agro.BR e as oportunidades que ele oferece principalmente para pequenos e médios produtores conquistarem um espaço no mercado internacional em diversas cadeias produtivas, incluindo as bebidas. Clique aqui e conheça o Agro.BR.

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Durante a reunião também foram debatidas as ações da CNA diante do atual cenário de suprimento de insumos no Brasil, principalmente fertilizantes. Segundo o diretor técnico adjunto da CNA, Reginaldo Minaré, a Confederação tem discutido com entidades e agentes de diversos setores os gargalos e oportunidades relacionados à possibilidade de aumento da produção doméstica de fertilizantes, que envolve tanto questões de infraestrutura e investimentos, como regulatórias.

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Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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