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CNA, IDH e Carrefour lançam protocolo de rastreabilidade de bezerros


Brasília (29/03/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) e o Grupo Carrefour Brasil lançaram, na terça (29), uma ferramenta para apoiar a rastreabilidade da produção pecuária brasileira, desde os bezerros até os consumidores finais, com inclusão, transparência e proteção de dados.

O objetivo do Protocolo de Produção Sustentável de Bezerros é oferecer soluções tecnológicas para acelerar a adoção de modelos mais sustentáveis na cadeia pecuária, garantindo que os consumidores finais conheçam os atributos socioambientais dos produtos originários dos bovinos de corte.

Na cerimônia de lançamento da ferrramenta, o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, deu as boas-vindas aos participantes e afirmou que a sustentabilidade é a palavra de ordem do Sistema CNA/Senar e do produtor rural brasileiro.

Daniel Carrara

O protocolo é um conjunto de procedimentos que fornece instruções para a produção de bezerros com responsabilidade socioambiental, que começam no nascimento dos animais e continuam até a última fazenda antes do abate.

Com abrangência nacional, poderá ser aplicado em fazendas de cria em todos os biomas brasileiros. O protocolo continuará sendo testado e ajustado, ganhando escala nos próximos anos.

De acordo com o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Costa, a Confederação, como gestora do protocolo, garante a segurança das informações estratégicas dos produtores.

“Por meio da validação das informações de campo com os dados oficiais do Ministério da Agricultura (Mapa), a CNA verifica se as garantias estabelecidas no protocolo estão sendo atendidas, sem que haja exposição de informações estratégicas dos produtores participantes aos demais elos da cadeia da carne bovina. Além disso, todo processo é auditado pela empresa de certificação de terceira parte, TÜV Rheinland, trazendo mais segurança, isenção e transparência ao protocolo”, disse Paulo.

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“Estamos falando de algo que nunca foi feito nessa escala e formato, levando-se em consideração a visão dos produtores e produtoras rurais para entender o que é viável e possível de ser executado no dia a dia. É uma voz do campo ao mercado”, explicou a diretora executiva da IDH Brasil e do Programa de Paisagens Sustentável na América Latina, Daniela Mariuzzo.

“A iniciativa é inovadora, pois possibilita a conexão mais rápida e segura entre produtores e consumidores. Além disso, pode posicionar o Brasil como líder em produção pecuária rastreada por blockchain. O próximo desafio é sair do modelo incubadora e ganhar escala, através da adesão em massa e de parcerias inovadoras, como com a Wholechain”, pontuou a executiva.

Daniela Mariuzzo

Também participaram da cerimônia de lançamento, o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Carrefour Brasil, Stéphane Engelhard, o assessor da presidência da Embrapa, Kleper Euclides Filho, a diretora da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Eloísa Hage, o diretor global de Territórios da IDH, Matthew Spencer, o co-fundador da Wholechain, Jayson Berryhill, o diplomata no setor Comercial e Agrícola da Embaixada do Brasil em Londres, Hugo Peres, e o diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil, Lucio Vicente. O embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, André Driessen, também estava presente.

Casos de sucesso

O Protocolo foi elaborado a partir da experiência bem-sucedida do Programa de Produção Sustentável de Bezerros, desenvolvido desde 2019 em Mato Grosso, com financiamento da IDH, do Grupo Carrefour e da Fundação Carrefour.

A meta para 2022 é aportar assistência técnica, financeira e ambiental para 557 produtores, totalizando mais de 190 mil cabeças de gado, 210 mil hectares de pastagens e cerca de 188 mil hectares de área conservada nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, em Mato Grosso.

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Como resultado dessa iniciativa, em julho de 2021, foi vendido o primeiro lote de carne 100% livre de desmatamento, rastreada do nascimento do bezerro até a prateleira do supermercado e, principalmente, por um preço acessível. O produto foi disponibilizado em uma loja popular do Grupo Carrefour em São Paulo, para corroborar o fato de que o sustentável não precisa ser caro.

“Em 2018, o Grupo Carrefour Brasil, com o apoio da Fundação Carrefour França, firmou uma parceria com o IDH cujo objetivo era de ampliar projetos ligados à pecuária sustentável”, afirmou o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Carrefour Brasil, Stéphane Engelhard.

Stéphane Engelhard

“Uma de nossas missões, na posição de principal varejista alimentar do país, é colaborar para a educação alimentar da população. É muito importante que o consumidor saiba sobre a procedência dos produtos adquiridos, afinal, nós patrocinamos aquilo que consumimos. Sempre que decidimos por qualquer produto, estamos indo também de acordo com as ideologias, valores e práticas de uma determinada companhia. E a qualidade, para nós, é algo inegociável”, completou.

Os produtores brasileiros têm papel fundamental na construção de soluções para o setor. Por isso, a ferramenta foi construída colocando o pecuarista como protagonista dessa sustentabilidade em nível global, para acessar novas oportunidades.

Assista ao evento de lançamento do Protocolo.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
Fotos: Adriano Brito

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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