Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

CNA e Federações debatem propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2022/2023

Brasília (28/04/2022) A Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (27), para debater as propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2022/2023.

O principal tema levantado na discussão foi a necessidade de crédito rural, diante do atual cenário de aumento de juros e da inflação no Brasil. “O combustível da agropecuária é o crédito, e sem ele, o setor não tem condições de garantir a segurança alimentar do país”, disse o presidente da Comissão, deputado José Mário Schreiner.

Schreiner, que também é vice-presidente da CNA, destacou que, no último Plano Agrícola e Pecuário, foi disponibilizado um aporte de R$ 13 bilhões para equalização de juros, com taxas variando entre 3% a 8,5%.

“A nossa preocupação é que a taxa Selic hoje está em quase 12%. Se não houver aumento de recursos destinados ao próximo PAP, o produtor rural não vai conseguir absorver as taxas de juros dessa magnitude”, afirmou José Mário.

A CNA defende urgência na aprovação do PLN 01/2022 que vai permitir a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 868,4 milhões para o Pronaf e outras operações do Plano Safra 2021/2022. O texto será votado nesta quinta (28), na Câmara dos Deputados.

Leia Também:  Cientistas desenvolvem novo algodão resistente a doenças

Outro assunto discutido na reunião foi a Medida Provisória 1.085/2021, que trata da simplificação dos procedimentos relativos aos registros públicos de atos e negócios jurídicos e dispõe sobre o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (SERP).

O assessor jurídico da CNA, Rodrigo Kaufmann, afirmou que o objetivo da medida é trazer modernização e desburocratização aos procedimentos, criando um registro único e eletrônico para os registros, como o de imóveis. “A MP é um esforço do poder legislativo, com eficácia imediata, que atende propostas antigas do setor agropecuário com relação à redução dos custos cartorários”.

Rodrigo explicou que o Congresso tem até o dia 1º de junho para discutir e aprovar a Medida Provisória. “O texto necessita passar por algumas alterações, por exemplo, no que diz respeito ao acesso livre de informações por meio do Cadastro de Pessoa Física (CPF). A CNA está propondo que essa pesquisa tenha a permissão prévia do produtor rural, já que contém informações sensíveis”.

A Medida Provisória 1.104/2022, que atualiza as normas relacionadas à Cédula de Produto Rural (CPR) e ao Fundo Garantidor Solidário (FGS) também foi tema da reunião. O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Angelo Mazzillo Junior, disse que a medida vai melhorar o ambiente de negócios de crédito para o setor agropecuário.

Leia Também:  Juristas debatem atuação do Sistema de Justiça no metaverso

“A MP aperfeiçoa a redação da Lei 13.986/2020 nos artigos sobre o FGS, como dispensar a participação de credores na formação de Fundo Garantidor Solidário. Já sobre a CPR, a mudança foi com relação a flexibilização na forma e o nível de assinatura eletrônica”,  destacou José Angelo.

De acordo com o secretário-adjunto, foram sugeridas 143 emendas na medida provisória, sendo divididas em quatro grupos de discussão: aprimoramento da CPR do Fiagro e dos títulos do agro; prazo de registro da CPR e sua assinatura eletrônica; garantias da CPR, registro do penhor rural e alienação fiduciária de bens móveis rurais e alienação fiduciária parcial de imóvel rural e patrimônio rural em afetação. A CNA está participando das discussões e acompanhando a tramitação da MP.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Preço do leite pago ao produtor cai em Mato Grosso; captação pelas indústrias cresce 29%

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Em audiência, estados fazem propostas sobre ICMS dos combustíveis

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA