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Aulas dos cursos técnicos do Senar Alagoas têm início em nove municípios


Em Mar Vermelho, o presidente da Faeal, Álvaro Almeida (de camisa verde, ao centro) abriu oficialmente as aulas do curso de Zootecnia no município
Em Mar Vermelho, o presidente da Faeal, Álvaro Almeida (de camisa verde, ao centro) abriu oficialmente as aulas do curso de Zootecnia no município

As aulas dos cursos técnicos de Zootecnia, Fruticultura e Agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Alagoas (Senar/AL) foram iniciadas, no último sábado (19), nos polos de ensino espalhados pelo interior do estado. Os cursos são direcionados para os aprovados no processo seletivo da rede Senar Etec, que disponibilizou 325 vagas no início do ano.

São cursos semipresenciais e com 20% da carga horária com aulas nos polos de apoio dos municípios contemplados no edital: Minador do Negrão, Arapiraca, Penedo, Mar Vermelho, Major Izidoro, Delmiro Gouveia, Olho D´Água das Flores, Junqueiro e Palmeira dos Índios. Foram iniciadas nove turmas, e cinco delas são para técnico em Zootecnia, curso recém lançado pelo Senar com 125 vagas.

“Com esses cursos, o Senar segue com a sua nobre missão de levar aprendizagem e capacitação ao homem do campo em Alagoas. Os alunos não devem perder esta oportunidade. O conhecimento é a maior aquisição do ser humano, bem intransferível, e com certeza este aprendizado os ajudará num futuro bem próximo”, afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida.

Ele esteve em Mar Vermelho para a abertura de uma das novas turmas na cidade, no sábado passado. “Dos 102 municípios alagoanos, a cidade foi uma das cinco que recebeu o curso de Zootecnia, que será ministrado em 1.200 horas de aulas, sendo 20% delas presencias”, diz.

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Áreas de atuação

Com esses três cursos técnicos do Senar, os alunos se tornarão profissionais completos para o mercado de trabalho. O técnico em Agronegócio formado pela instituição é um profissional especializado na execução de procedimentos de gestão do agronegócio, que planeja e auxilia na organização e no controle das atividades de gestão e de operação.

Alunos do curso de Fruticultura, do polo de Penedo, reunidos para a primeira aula

Sua atuação não se limita aos processos internos de uma propriedade, podendo trabalhar em empresas comerciais, estabelecimentos agroindustriais, serviços de assistência técnica, extensão rural e pesquisa.

Já o técnico em Fruticultura é um profissional especializado nos processos da cadeia produtiva da fruticultura de acordo com as boas práticas agrícolas, normas técnicas, legislações e necessidades do mercado.

Além do trabalho interno numa propriedade agrícola, o profissional pode atuar no campo, estrada, instalações agrícolas, casa comercial, cooperativas (de crédito e de produção), laboratórios, agroindústria e prestadoras de serviço. Os técnicos atuam em empresas de pequeno, médio e grande porte ou de forma autônoma.

A coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas, Graziela Freitas, lembra que o técnico em Zootecnia formado pelo Senar será um profissional especializado nos processos de produção pecuária e no processamento de alimentos de origem animal.

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“Esses alunos serão preparados para o mercado de trabalho e poderão atuar nas empresas que abrirem esse campo de trabalho. É um curso que dura dois anos e, no final, o aluno recebe o certificado com um curso reconhecido pelo MEC. Uma formação técnica de nível médio em Zootecnia”, observa.

Mercado aquecido

Ainda segundo ela, a área de Zootecnia tem uma alta empregabilidade porque é um curso totalmente prático, não se limitando apenas ao aprendizado em sala de aula, já que os alunos cumprem boa parte da carga horária no campo.

Turma do polo de ensino de Delmiro Gouveia, onde os alunos cursam Agronegócio

“Os nossos tutores são preparados a ir em busca dessas aulas de campo para essas atividades práticas nos municípios. O de Zootecnia, aqui em Alagoas, é um curso novo. É o primeiro ano que a gente o oferece. Os municípios de Minador do Negrão, Major Izidoro, Arapiraca, Penedo e Mar Vermelho foram contemplados com 25 vagas em cada uma dessas cidades”, explica ela.

“O Senar está sempre buscando qualificar o homem do campo, o meio rural, não só com seus treinamentos de formação profissional rural e promoção social, mas também com assistência e cursos técnicos”, destaca a coordenadora.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta no campo e exige planejamento antecipado para safra 2026/27

A possibilidade da formação de um “Super El Niño” neste ano já acende o sinal de alerta no setor produtivo, especialmente para a agricultura em Mato Grosso. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas, elevar as temperaturas e influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras no estado.

Com base em dados e projeções apresentados no relatório do consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Clyde Fraisse, o cenário climático exige atenção redobrada por parte dos produtores rurais, uma vez que pode afetar desde o planejamento do plantio da safra 2026/27 até a definição das estratégias de manejo ao longo do ciclo produtivo.

Na avaliação do consultor, embora ainda existam incertezas quanto à intensidade do fenômeno, o cenário indica probabilidade de alterações climáticas no Centro-Oeste, exigindo planejamento antecipado e estratégias voltadas à redução dos riscos na próxima safra.

“Os impactos do El Niño sobre a safra 2026/27 dependerão não apenas da intensidade do aquecimento do Oceano Pacífico, mas também da interação com outros sistemas climáticos, especialmente o Atlântico Tropical e os padrões atmosféricos sobre a América do Sul. Entretanto, o consenso entre os principais centros meteorológicos internacionais indica que o fenômeno aumenta significativamente a probabilidade de atrasos no início da estação chuvosa no Brasil Central. Para os produtores de Mato Grosso, isso reforça a necessidade de uma estratégia preventiva baseada na redução de riscos”, afirmou o consultor.

Diante desse cenário, Clyde Fraisse destaca que o monitoramento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo são fundamentais para reduzir os impactos de possíveis atrasos das chuvas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo.

“O monitorar continuamente as previsões climáticas de médio e longo prazo; evitar a semeadura após precipitações isoladas, aguardando a consolidação da estação chuvosa; manter elevada cobertura do solo por meio do Sistema Plantio Direto e de plantas de cobertura; realizar escalonamento da semeadura para reduzir a exposição ao risco climático; utilizar cultivares adaptadas às diferentes janelas de plantio e revisar o planejamento da segunda safra considerando possíveis atrasos da soja; intensificar o monitoramento fitossanitário, uma vez que mudanças no regime de temperatura e umidade podem alterar a dinâmica de doenças e pragas”, aconselhou Clyde Fraisse.

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O consultor ressalta ainda que eventos climáticos dessa magnitude podem provocar reflexos em diferentes etapas da produção, afetando desde a implantação das lavouras até a logística e a comercialização dos grãos. Por isso, o uso de informações técnicas e de estudos climáticos torna-se uma ferramenta importante para orientar decisões dentro da propriedade.

“Para Mato Grosso, esses fatores representam risco elevado principalmente durante a emergência da soja, fase em que a disponibilidade hídrica é determinante para a formação do estande de plantas. A resposta climática depende da interação entre diversos modos de variabilidade climática. A climatologia baseada em eventos históricos constitui uma das ferramentas mais robustas para estimar riscos agrícolas. Estudos conduzidos pela Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Instituto Nacional de Meteorologia e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária demonstram que existe elevada recorrência de determinados padrões regionais. Esses padrões permitem orientar decisões relacionadas ao calendário de plantio, escolha de cultivares, manejo da cobertura do solo, escalonamento da semeadura e estratégias de mitigação do risco climático”, disse.

Diante desse cenário, produtores rurais já começam a avaliar possíveis ajustes no planejamento da próxima safra. A antecipação dessas decisões pode ser determinante para minimizar perdas e garantir maior segurança produtiva. Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, acompanhar de perto as projeções meteorológicas é indispensável para que o produtor tome decisões mais assertivas diante de um cenário de maior incerteza climática e custos elevados de produção.

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“Todo produtor acompanha as projeções climáticas com muita atenção, porque elas são fundamentais para o planejamento da próxima safra. Em um ano como este, em que os custos de fertilizantes químicos e sementes estão em patamares historicamente elevados, o produtor precisa, mais do que nunca, fazer um plantio assertivo. A forma como ele vai se adaptar para a próxima safra depende muito dessas projeções. A tendência é de um plantio com mais cautela, reduzindo, por exemplo, a área plantada no início do calendário, quando ainda há pouca umidade. O produtor não vai arriscar plantar com solo seco, chuvas esparsas ou precipitações muito antecipadas”, afirmou.

Segundo Diego Dall Asta, diante das projeções climáticas, o planejamento da próxima safra passa a exigir ainda mais atenção, desde a escolha das variedades até o momento adequado para iniciar o plantio, buscando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

“O planejamento precisa ser geral: plantar apenas com umidade suficiente para garantir uma boa germinação e um estabelecimento seguro da lavoura, pensando em um intervalo de duas a três semanas em que a planta possa suportar a falta de chuva. Além disso, é fundamental escolher materiais adaptados aos veranicos, que podem ocorrer entre outubro, novembro e dezembro. A tendência é de um ano com menos umidade, principalmente no início da safra, e com temperaturas mais altas. Então, o caminho é se adaptar: escolher bem as variedades, evitar plantar em condição de risco e trabalhar sempre com maior segurança”, orienta o vice-presidente Leste da Aprosoja MT.

A Aprosoja Mato Grosso, juntamente com especialistas, reforça que diante da possibilidade de alterações climáticas expressivas na próxima safra, o planejamento antecipado será um dos principais aliados do produtor rural.

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