Agro Notícias
Importância do manejo da pastagem é tema de encontro do Senar
Brasília (26/05/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoveu, na quinta (26), a live “Manejo do Pastejo: importância das metas de manejo em campo”.
O encontro foi moderado pelo assessor técnico do Senar, Gabriel Sakita. Também participaram o professor titular da Esalq/USP na área de Plantas Forrageiras e Pastagens, Sila Carneiro da Silva, e o supervisor de pastagens na Nutripura, Guilherme Portes Silva.
Segundo Sakita, o tema é de extrema importância para a cadeia de ruminantes – especialmente a pecuária de corte e de leite –, que tem o seu sistema de produção baseado no uso de pastagens. Em torno de 85% do rebanho bovino abatido no Brasil utiliza o pasto como principal fonte de nutrientes na alimentação.
Conforme o assessor técnico do Senar, o Brasil possui, aproximadamente, 165 milhões de hectares de pastagens e vem investindo em reformas e manejo correto para reverter um dos maiores desafios para melhorar a produtividade das áreas: o índice elevado de pastos degradados.
“Um dos gargalos que ainda observamos é o manejo incorreto. Isso contribui para uma degradação mais acelerada dos pastos, menor produtividade e, consequentemente, menor rentabilidade. O manejo feito de forma correta é fundamental para uma maior sustentabilidade do sistema”, afirmou.
Sila Carneiro da Silva abordou o conceito de produtividade na pecuária de corte e como a forragem interfere na relação entre taxa de lotação e produção por animal. O professor também falou sobre a importância do controle das metas de altura dos pastos para sistemas mais eficientes, produtivos e sustentáveis e os desafios para a sua implementação.
O supervisor de pastagens na Nutripura analisou as razões que impedem a intensificação das pastagens no Brasil e os pontos necessários para conduzir um sistema de produção em pastagem, além de questões como o ajuste de lotação com o uso de suplementação e o comportamento das alturas de entrada e saída.
Guilherme Portes Silva destacou, ainda, as principais características de um bom manejador de pasto. De acordo com ele, as metas pós-pastejo devem ser atendidas e as pré-pastejo são prioridades. Ainda segundo Silva, as alturas de todos os piquetes precisam ser calculadas toda semana, o excedente deve ser identificado precocemente e os dados precisam ser usados para orientar as decisões.
Assessoria de Comunicação CNA
Foto: Wenderson Araujo
Telefone: (61) 2109-4135/1421/1447
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
-
Polícia4 dias atrásHomem mata a mulher, usa o celular dela para pedir dinheiro à família da vítima e vai a bar beber, diz polícia
-
Cidades2 dias atrásMato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios
-
Esportes2 dias atrásLula revela consulta de Ancelotti: ‘Você acha que o Neymar deve ser convocado?’
-
É Direito4 dias atrásGilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar
-
Esportes2 dias atrásBMX de Nova Mutum realiza entrega oficial de bicicletas adquiridas através de recursos do MPMT
-
Golpe2 dias atrásMulher cai em golpe de cobrança de pedágio e perde R$ 77
-
Polícia4 dias atrásPM prende traficante e apreende drogas na casinha do cachorro
-
Mundo4 dias atrásTrump dá início ao bloqueio no Estreio de Ormuz e diz que vai “eliminar” qualquer navio que tentar passar





