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Agro Notícias

Assistência Técnica e Gerencial expande atendimento de cadeias produtivas no Acre


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ATeG do SENAR – AC expandiu atendimento para a cadeia produtiva da horticultura. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR – Acre) continua expandindo o atendimento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no Estado. Além das ações de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), a assistência técnica garante um atendimento específico para produtores em diversas cadeias produtivas acreanas.

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Produtor José Fraile participa há sete meses do projeto em Brasileia. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

Através deste atendimento, que é totalmente gratuito durante os dois anos de duração, centenas de produtores têm acesso ao conhecimento especializado para otimizar suas respectivas produções, gerando melhoria na qualidade e quantidade dos produtos. Isso impacta diretamente na qualidade de vida dos homens e mulheres do campo, garantindo o desenvolvimento do agronegócio acreano.

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Visita à propridade da produtora rural Artemísia Carvalho, em Brasileia. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

Atualmente, o SENAR – AC é responsável por atender mais de 600 produtores em 13 municípios – incluindo cidades do Alto e Baixo Acre –, com oferta de ATeG para sete cadeias produtivas: piscicultura, horticultura, fruticultura, cafeicultura, pecuária de leite, pecuária de corte, e mandiocultura.

VISÃO EMPRESARIAL DA TERRA

Umas das ofertas mais recentes é a ATeG Horticultura, beneficiando 50 produtores nos municípios de Brasileia, Epitaciolândia, Bujari e Rio Branco. Além do desenvolvimento e do incentivo à variedade de hortaliças, legumes e verduras, quando possível, nas propriedades atendidas, também são trabalhadas estratégias para gerenciamento da terra, aplicando a visão empresarial ao trabalho realizado no campo.

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Stefanye Torres, coordenadora de ATeG do SENAR – AC. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

“Um dos princípios da metodologia desenvolvida pelo SENAR é justamente trabalhar isso com os produtores rurais: ampliar a visão deles para que passem a ver suas propriedades como empresas. Abraçando essa parte do atendimento, se torna mais fácil manter registro das atividades, escolher e aplicar melhor as recomendações dos técnicos de campo e, consequentemente, obter lucro da atividade através de um planejamento mais assertivo na propriedade”, explicou Stefanye Torres, coordenadora de ATeG do SENAR – AC.

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CRESCIMENTO E INVESTIMENTO

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“Graças à ATeG, venho crescendo e investindo mais na minha plantação.” Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

Para Artemísia Oliveira Carvalho, moradora do Ramal da Amizade e produtora rural atendida em Brasileia, a assistência técnica veio para fortalecer seu foco na propriedade, expandido cada vez mais sua venda e a rentabilidade para a família, que também mora na mesma propriedade.

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Plantação de cebolinha e couve é vendida dentro e fora do Estado. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

Com mais de uma década de trabalho na cadeia produtiva, ela destaca que houve melhoria significativa nos últimos meses. Isso se deve ao fato de que a produtora já realizava anotações dos indicadores de produção, mas foi com a vinda da ATeG que ela passou a verificar na prática estes mesmos indicadores, observando com mais clareza os resultados obtidos.

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Mais de 50 produtores no Acre estão sendo beneficiados pela assistência dentro da cadeia de horticultura. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

“O bom é que somos nossos próprios patrões, mas também somos nossos próprios empregados. Graças à ATeG, venho crescendo e investindo mais na minha plantação, nas minhas estratégias de negócio. Estou há sete meses sendo atendida, e já contabilizo mais de 1.400 maços de cebolinhas e mais de 900 de couve todo mês, vendendo para um restaurante em território nacional e para uma padaria na Bolívia”, disse Artemísia.

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Produtor rural José Fraile de Almeida. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

Também no município de Brasileia, no Ramal da Piscicultura, reside o produtor rural José Fraile de Almeida. Há mais de 40 anos envolvido na produção rural, José também está na mesma turma de produtores da ATeG Horticultura, e neste tempo vem investindo na variedade da plantação e na superação do prejuízo vivenciado em 2020, durante o auge da pandemia.

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Estufa com sistema de irrigação dentro da propriedadae atendida. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

“As contas não param, e sofremos muito com a suspensão temporária das feiras e de outros canais de venda. Hoje, graças a Deus, conseguimos dar a volta por cima, e esse apoio do SENAR nos fez mudar muita coisa em relação a como cuidar das nossas contas. Também crescemos em variedade, e hoje, além do alface e da cebolinha, também temos rabanete, tomate e pimentinha, que transformamos em molho para venda”, afirmou José.

ABRAÇAR A METODOLOGIA

O técnico de campo Francisco Monteiro Bezerra Jr. é o responsável pelo atendimento dos dois produtores, e sempre enfatiza como é importante abraçar a metodologia da ATeG para que o projeto obtenha sucesso e alcance seu principal objetivo: impactar positivamente a vida dos homens e mulheres do campo.

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Técnico de campo Francisco Monteiro Bezerra Jr. Foto: Astorige Carneiro (ASCOM)

“É gratificante observar como os produtores evoluem através do cuidado com a propriedade. Ao proporcionar novas experiências e conhecimentos através da ATeG, estamos auxiliando não apenar o desenvolvimen to destes produtores especificamente, mas de todo o setor do agronegócio no Acre”, explicou Francisco.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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