Agro Notícias
Assistência Técnica e Gerencial expande atendimento de cadeias produtivas no Acre

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR – Acre) continua expandindo o atendimento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no Estado. Além das ações de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), a assistência técnica garante um atendimento específico para produtores em diversas cadeias produtivas acreanas.

Através deste atendimento, que é totalmente gratuito durante os dois anos de duração, centenas de produtores têm acesso ao conhecimento especializado para otimizar suas respectivas produções, gerando melhoria na qualidade e quantidade dos produtos. Isso impacta diretamente na qualidade de vida dos homens e mulheres do campo, garantindo o desenvolvimento do agronegócio acreano.

Atualmente, o SENAR – AC é responsável por atender mais de 600 produtores em 13 municípios – incluindo cidades do Alto e Baixo Acre –, com oferta de ATeG para sete cadeias produtivas: piscicultura, horticultura, fruticultura, cafeicultura, pecuária de leite, pecuária de corte, e mandiocultura.
VISÃO EMPRESARIAL DA TERRA
Umas das ofertas mais recentes é a ATeG Horticultura, beneficiando 50 produtores nos municípios de Brasileia, Epitaciolândia, Bujari e Rio Branco. Além do desenvolvimento e do incentivo à variedade de hortaliças, legumes e verduras, quando possível, nas propriedades atendidas, também são trabalhadas estratégias para gerenciamento da terra, aplicando a visão empresarial ao trabalho realizado no campo.

“Um dos princípios da metodologia desenvolvida pelo SENAR é justamente trabalhar isso com os produtores rurais: ampliar a visão deles para que passem a ver suas propriedades como empresas. Abraçando essa parte do atendimento, se torna mais fácil manter registro das atividades, escolher e aplicar melhor as recomendações dos técnicos de campo e, consequentemente, obter lucro da atividade através de um planejamento mais assertivo na propriedade”, explicou Stefanye Torres, coordenadora de ATeG do SENAR – AC.
CRESCIMENTO E INVESTIMENTO

Para Artemísia Oliveira Carvalho, moradora do Ramal da Amizade e produtora rural atendida em Brasileia, a assistência técnica veio para fortalecer seu foco na propriedade, expandido cada vez mais sua venda e a rentabilidade para a família, que também mora na mesma propriedade.

Com mais de uma década de trabalho na cadeia produtiva, ela destaca que houve melhoria significativa nos últimos meses. Isso se deve ao fato de que a produtora já realizava anotações dos indicadores de produção, mas foi com a vinda da ATeG que ela passou a verificar na prática estes mesmos indicadores, observando com mais clareza os resultados obtidos.

“O bom é que somos nossos próprios patrões, mas também somos nossos próprios empregados. Graças à ATeG, venho crescendo e investindo mais na minha plantação, nas minhas estratégias de negócio. Estou há sete meses sendo atendida, e já contabilizo mais de 1.400 maços de cebolinhas e mais de 900 de couve todo mês, vendendo para um restaurante em território nacional e para uma padaria na Bolívia”, disse Artemísia.

Também no município de Brasileia, no Ramal da Piscicultura, reside o produtor rural José Fraile de Almeida. Há mais de 40 anos envolvido na produção rural, José também está na mesma turma de produtores da ATeG Horticultura, e neste tempo vem investindo na variedade da plantação e na superação do prejuízo vivenciado em 2020, durante o auge da pandemia.

“As contas não param, e sofremos muito com a suspensão temporária das feiras e de outros canais de venda. Hoje, graças a Deus, conseguimos dar a volta por cima, e esse apoio do SENAR nos fez mudar muita coisa em relação a como cuidar das nossas contas. Também crescemos em variedade, e hoje, além do alface e da cebolinha, também temos rabanete, tomate e pimentinha, que transformamos em molho para venda”, afirmou José.
ABRAÇAR A METODOLOGIA
O técnico de campo Francisco Monteiro Bezerra Jr. é o responsável pelo atendimento dos dois produtores, e sempre enfatiza como é importante abraçar a metodologia da ATeG para que o projeto obtenha sucesso e alcance seu principal objetivo: impactar positivamente a vida dos homens e mulheres do campo.

“É gratificante observar como os produtores evoluem através do cuidado com a propriedade. Ao proporcionar novas experiências e conhecimentos através da ATeG, estamos auxiliando não apenar o desenvolvimen to destes produtores especificamente, mas de todo o setor do agronegócio no Acre”, explicou Francisco.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
-
Polícia4 dias atrásHomem mata a mulher, usa o celular dela para pedir dinheiro à família da vítima e vai a bar beber, diz polícia
-
Cidades2 dias atrásMato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios
-
Esportes2 dias atrásLula revela consulta de Ancelotti: ‘Você acha que o Neymar deve ser convocado?’
-
É Direito4 dias atrásGilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar
-
Esportes2 dias atrásBMX de Nova Mutum realiza entrega oficial de bicicletas adquiridas através de recursos do MPMT
-
Golpe2 dias atrásMulher cai em golpe de cobrança de pedágio e perde R$ 77
-
Polícia4 dias atrásPM prende traficante e apreende drogas na casinha do cachorro
-
Mundo4 dias atrásTrump dá início ao bloqueio no Estreio de Ormuz e diz que vai “eliminar” qualquer navio que tentar passar





