Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Animais peçonhentos: curso orienta sobre prevenção e cuidados

Animais venenosos e peçonhentos são um tema perturbador, mas não deixam de ser um assunto fascinante. Apesar do medo que causam nas pessoas, eles são parte importante de nossa biodiversidade e têm um papel na cadeia alimentar que, na maioria dos casos, é benéfico para a espécie humana. Por isso precisamos entendê-los melhor para saber sobre os riscos reais que oferecem e como podemos nos defender. É com esse propósito que o sistema FAESP/SENAR-SP oferece o curso “Animais peçonhentos: espécies, prevenção de acidentes e primeiros socorros”.

Todo trabalhador rural em uma plantação está sujeito a encontrar algum animal venenoso – especialmente cobras, aranhas e escorpiões, que são os mais comuns e mais perigosos. Eles produzem uma substância tóxica (veneno) e são capazes de inocular esta substância por meio de seus dentes, presas e ferrões. O veneno que produzem tem a finalidade de capturar suas presas, a fim de se alimentarem delas, mas serve também para se defenderem de seus predadores naturais. Apesar de mais comuns em ambientes rurais, a expansão urbana desordenada alterou muitos ambientes naturais e não é raro ocorrerem incidentes envolvendo esses animais também em regiões urbanas.

O instrutor do SENAR-SP, Adilson Carvalho da Fonseca, explica que o curso fornece informações preciosas aos alunos, que podem salvar vidas. O conteúdo apresenta, por exemplo, o comportamento de cada um desses bichos, seus níveis de agressividade, se têm hábitos diurnos ou noturnos, e como agir ao se deparar com um desses animais, bem como as providências imediatas no caso de um ataque. “Antes, o animal peçonhento mais encontrado nas lavouras era a cobra, mas hoje em dia é o escorpião, sendo a espécie mais perigosa o escorpião amarelo, que tem um veneno muito forte e a pessoa atacada somente deve ser tratada com soro específico”, diz Adilson.

Segundo o instrutor, nem todo mundo sabe que existe soro para picada de escorpiões e aranhas – assim como os utilizados em serpentes. Porém, o antiveneno não pode ser manipulado por qualquer pessoa, por isso não é disponibilizado nas fazendas. Para administrá-lo é necessário um ambiente hospitalar no qual será avaliada a dosagem adequada para cada caso, de acordo com a gravidade, assim também controlando possíveis reações adversas à medicação.

Leia Também:  Fruticultores atendidos pelo Senar/MS aumentam em 27% a produção de pitaia

Animais peçonhentos, quando saem de seus esconderijos, estão quase sempre à procura de alimento. No caso das cobras, seu principal alimento são os ratos. Escorpiões e aranhas têm um leque maior de alvos para seu sustento, como baratas e grilos. Impedir sua proliferação também ajuda a afastar os animais venenosos que são seus predadores. “É preciso ficar atento também em épocas de maior calor ou de chuva”, explica o instrutor. “Em dias quentes eles ficam mais ativos, e quando chove saem de suas tocas para evitar a água que entra nelas.”

As cobras que aparecem em plantações costumam ser as espécies subterrâneas, que enxergam muito mal e são surdas. O instrutor do SENAR-SP alerta que, mesmo assim, elas estão bem adaptadas ao meio em que vivem e usam seus outros sentidos para se defender. “Uma serpente nunca ataca se não se sentir ameaçada. Em caso de picada, o aluno aprende o que fazer e, principalmente, o que não fazer, porque tem muitos ensinamentos populares que são ineficientes e até perigosos”.

Uma das alunas que participou das aulas, que aconteceram por meio do Sindicato Rural de Botucatu, foi Izildinha de Fátima Strombeck Granzoto. Ela e o marido moram em uma chácara na zona rural de Botucatu desde que se aposentaram, onde o casal cria pequenos animais e cultiva alguns hortifrútis para consumo próprio. O esposo de Izildinha foi picado por uma jararaca logo que se mudaram para lá. O susto foi grande, mas no final deu tudo certo. Hoje, ela vê com outros olhos essa relação com a natureza. “O curso foi muito bom no sentido de desmistificar muitas questões que a gente não tinha noção do que fazer ou de como reconhecer se há perigo ou não. E a didática das aulas também é muito boa”, destaca. Izildinha destaca os temas que achou mais interessantes. “Hoje sei reconhecer se uma cobra é mesmo venenosa e como reagir em caso de acidente. Tem uma distância segura que a gente pode ter de uma serpente até para manuseá-la sem risco, com bastões e ganchos, e também sem precisar matá-la. Aprendi muito sobre os escorpiões, sobre como identificar as espécies mais perigosas, e a importância de agir rapidamente no socorro. Eu inclusive costumava matar aranhas com a mão, e descobri que algumas são muito perigosas”, afirma.

Leia Também:  Mais de 700 crianças recebem atividades lúdicas do Detran sobre educação para o trânsito

Cuidados nas plantações

É importante o trabalhador rural estar vestido com camisa de manga comprida, luva e botas sempre que possível, uma vez que não se pode prever o momento em que um animal peçonhento vai aparecer. Manter o mato rebaixado ao redor das casas evita que eles usem esses locais como esconderijo. Deve-se evitar também o acúmulo de entulho ou sobras de construções, que criam ambientes propícios para se fazer tocas.

Segundo Adilson, precisa haver uma mudança de hábitos tanto nas plantações quanto dentro de casas próximas a áreas de roça ou floresta. Atitudes como calçar um sapato assegurando-se de que não tem nada dentro dele, ou chacoalhar uma camisa antes de vesti-la, e agitar os lençóis da cama antes de se deitar. São ações simples que todas as pessoas devem fazer no dia a dia, uma vez que aranhas e escorpiões são capazes de escalar até mesmo cômodos superiores de sobrados ou andares altos de prédios. Manter ralos de toda a casa cobertos ou fechados enquanto não estiverem em uso também é uma atitude de prevenção bastante eficiente.

Cursos do SENAR-SP

Para realizar este e outros cursos, o interessado deve procurar um parceiro do SENAR-AR/SP (Sindicatos Rurais, prefeituras conveniadas ou associações) de seu município ou próximo a sua região e fazer sua inscrição. 

Para conhecer os cursos disponíveis, acesse o site https://faespsenar.com.br/cursos/

Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  ICE: entregas de açúcar bruto para contrato outubro atingem 14.652 lotes

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Ministro Fachin encaminha para o ministro Dias Toffoli reclamação sobre Operação Spoofing

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA