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Agricultores em Mato Grosso receberam crédito de R$ 58,9 milhões em 2018

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) liberaram R$ 58,9 milhões para 851 agricultores do Estado de Mato no ano de 2018. O crédito rural para investimento, pecuária e custeio agrícola foi utilizado na compra de bovinos de corte e leite, reforma das pastagens, cercas de arames, equipamentos e implementos agrícolas, tratores e outros. O projeto para aquisição dos recursos foi elaborado pelos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O assessor  de crédito rural da Empaer, Mariano Batista Campos, explica que ficou mais fácil e rápido o agricultor acessar e contratar o crédito  rural, por meio do atendimento de um técnico da Empaer que opera em sistema online – via Coban (Correspondente Bancário). Mariano adverte, que para realizar a operação é necessário que o produtor tenha a Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP), documento de identificação do agricultor familiar que dá o direito a acessar o crédito.

De acordo com Campos, no ano passado a Linha do Pronaf A e Mais Alimentos – financiou recursos na ordem de R$ 37,4 milhões para 693 agricultores e outras linhas de crédito. O FCO atendeu 158 produtores e financiou R$ 21,5 milhões. O Pronaf  A é uma linha de investimento para a estruturação das propriedades e os beneficiários são os assentados da reforma agrária. O financiamento tem prazo de 10 anos para pagamento, com até três anos de carência e juros de 0,5% ao mês.

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Para o agricultor tradicional há a linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos. São financiados projetos individuais de até R$ 165 mil para investimento e até R$ 250 mil  para custeio, com juros de 2,5%  a 4,6% ao ano. O financiamento tem até três anos de carência e dez anos para pagar. Cabe destacar que os recursos destinados às atividades de suinocultura, avicultura e fruticultura podem chegar a R$ 330 mil.

Utilizar a tecnologia para otimizar o trabalho com a bovinocultura de leite e no cultivo de soja e milho foi o que levou o agricultor familiar, Cláudio Rauch, 55 anos, proprietário do sítio Carrapicho, localizado no município de Sinop, a adquirir um trator cabinado por meio do Pronaf Mais Alimentos no valor de R$ 129 mil.

Com uma produção de até 15 mil litros de leite por mês, o trabalho é realizado pela família, composta pelo produtor e a esposa, Ivanete Borteji, e os filhos Maurício Rauch, que ajuda os pais na lida diária, e Jean Gilberto Rauch e Tiago Rauch, que trabalham na propriedade aos finais de semana. Numa área de 60 hectares, o carro chefe é a produção de leite. “Com o novo trator ficou mais fácil, não dependo mais do trabalho de terceiros, e o serviço é feito no momento certo, principalmente na colheita do milho e reforma de pastagem”, conta o produtor.

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Na propriedade é utilizada a técnica da transferência de embriões para melhorar o plantel e a genética dos bovinos das raças Girolanda e Gir. O produtor explica que a média de produção de leite por vaca varia de 30 a 32 litros de leite/dia, e destaca que alguns animais chegam a produzir 38 litros de leite/dia na primeira lactação. Segundo Cláudio, a intenção da família é continuar produzindo bovinos com alto valor genético para garantir boa produtividade.

As informações são da assessoria.

Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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