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Trabalhadores rurais de Cacimbinhas fazem exames médicos durante Programa Saúde do Homem e da Mulher


Os trabalhadores rurais de Cacimbinhas e região, no sertão de Alagoas, tiveram acesso a uma série de exames médicos na manhã desta quarta-feira (23), quando foi aberto no município a primeira edição deste ano do Programa Saúde do Homem e da Mulher, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no estado.

Foram realizados 82 atendimentos e exames como PSA (preventivo para câncer de próstata), testes de HIV, sífilis, hepatite B, verificação de glicemia e aferição de pressão. Alguns dos homens foram a uma consulta médica pela última vez há quase 10 anos.

Os trabalhadores chegaram cedo à Unidade Básica de Saúde Genésio Teodoro de Menezes, no bairro Cohab Nova, para fazer os exames. O aposentado Luiz Henrique da Silva, de 75 anos, foi um deles. Acompanhado da esposa Ilza Simplício da Silva, ele fez um check-up completo e deve retornar na próxima semana, no dia 1º de abril, para pegar o resultado do exame PSA. Caso apresente alguma alteração, ele será encaminhado para o exame de toque retal.

“Aproveitei e fiz logo todos os exames que estavam oferecendo. Fui diagnosticado com labirintite recentemente e agora preciso me cuidar ainda mais. Já estou com quase 80 ano e não posso mais ficar de brincadeira”, diz ele, que agora só anda acompanhado com a esposa para resolver praticamente tudo na rua por causa da labirintite. “Ele pode cair a qualquer momento e se machucar. Preciso estar por perto”, entrega dona Ilza.

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Kelmenn Freitas - Senar Alagoas
Profissional de saúde toma nota de dados pessoais para iniciar atendimento médico em trabalhador rural

Antônio Thomaz de Albuquerque, de 54 anos, também chegou cedo por lá. Ele é da comunidade Teixeira, que fica a cerca de 20 quilômetros de Cacimbinhas. Além dele, outros 20 homens do povoado também o acompanharam para receber atendimento. “Fazia uns dois anos que eu não ia ao médico. Também não lembro quando fui a um urologista”, diz ele.

Todos os homens foram pré-cadastrados por agentes de saúde da Prefeitura de Cacimbinhas. Um dos profissionais dessa área é Luís Carlos de Assis. “Nós convencemos esses trabalhadores sobre a importância do exame de toque. E assim, aos poucos, eles vão aceitando e participando dessas ações”, conta.

A coordenadora do Programa Saúde do Homem e da Mulher no Senar Alagoas, Andréa Almeida, aproveita o momento pré-atendimento nos locais para alertar os trabalhadores rurais sobre a importância de manter o acompanhamento de exames como o PSA, por exemplo.

Pouco antes de os homens serem encaminhados às salas para consulta, ela explica sobre os procedimentos e também faz a distribuição de cartilhas com orientações e cuidados com a saúde masculina.

“Nesse primeiro dia, eles fazem a coleta de sangue para o PSA, para que no segundo dia dessa ação, na próxima semana, seja feito o exame de toque retal. No segundo dia do programa para os homens, o médico urologista Mário Ronalsa vem ao município para fazer esse exame nos trabalhadores, além de conversar com eles sobre cuidados com a saúde”, revela.

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Kelmenn Freitas - Senar Alagoas
Pouco antes de os homens serem encaminhados para consulta, a coordenadora do programa, Andréa Almeida, explica sobre os procedimentos e também faz a distribuição de cartilhas com orientações e cuidados com a saúde masculina

Parceria

A secretária de Saúde de Cacimbinhas, Syntia Emanuela França, destaca que sem a parceria do Senar Alagoas, a prefeitura não conseguiria emitir, sozinha, os diagnósticos médicos dos homens de forma tão célere.

“O Senar é um grande parceiro nosso. E graças ao prestígio da instituição que nós conseguimos trazer o homem do campo para a realização desses exames, o que quase sempre não é fácil”, diz. “E aqui eles fizeram exames preventivos importantíssimos para a saúde do homem”, completa.

Na próxima semana, nos dias 31 e 1º de abril, a equipe do Senar volta ao município para a realização de exames de citologia entre as trabalhadoras e produtoras rurais da região. O atendimento tem como foco a prevenção ao câncer do colo de útero.

Já no dia 1° de abril, o médico urologista Mário Ronalsa fará o exame de toque retal nos homens cujo PSA apresenta alterações no resultado – o que pode ser ou não um indicativo de problema de saúde na próstata.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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