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Várzea Grande

Interdição de unidade prisional Ahmenon Lemos Dantas é requerida pelo Ministério Público

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca de Cuiabá, requereu a interdição do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, localizado em Várzea Grande, até a nomeação de policiais penais. Na petição encaminhada à 2ª Vara Criminal de Cuiabá, a promotora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente pede ainda a fixação de pena de multa diária no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.

O requerimento está embasado nas inspeções realizadas pelo MPMT desde o ano passado, que constataram “a precariedade de policiais penais e o quanto o baixo efetivo de servidores prejudica o funcionamento adequado da unidade prisional, tanto no quesito segurança, como também no que se refere à violação de direitos das pessoas privadas de liberdade”.

“A problemática também é objeto de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT) contra o Estado, que busca a convocação de todos os aprovados em concurso público para o cargo de policial penal. Inclusive há uma decisão liminar de julho do ano passado determinando a imediata nomeação da quantidade de candidatos aprovados”, contou a promotora de Justiça.

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A previsão é que sejam nomeados, a princípio, 492 policiais penais para as unidades prisionais do Estado de Mato Grosso, sendo, deste montante, 88 agentes destinados ao Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, o que ainda não foi cumprido. “É nítido que a falta de efetivo vem prejudicando de forma gradativa o funcionamento da unidade prisional”, argumentou a promotora, destacando que um recuperando foi localizado morto na unidade em março deste ano e que nove fugiram em menos de 20 dias.

“É claramente perceptível e inquestionável que o baixo efetivo de servidores acarreta a violação de direitos e gera problemas relativos à segurança, que afetam as pessoas que estão trabalhando ou cumprindo pena no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, se estendendo a toda a população”, argumentou Josane Fátima de Carvalho Guariente.

Sobre a unidade – O Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas foi inaugurado em 30 de junho de 2020, em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tinha por objetivo a reestruturação e modernização do sistema penitenciário. Atualmente, a unidade, que possui 1.016 vagas e conta com 16 policiais penais, abriga 1.085 pessoas privadas de liberdade.

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A Resolução nº 09/2009 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, preconiza que a média seja de cinco presos para cada policial penal.

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Investigação

Auxiliar apresenta DNA e diz ser irmã biológica de Flavia Moretti, prefeita de VG

Uma ação judicial protocolada em Cuiabá abriu uma disputa familiar sensível envolvendo a prefeita de Várzea Grande, Flavia Moretti (PL). A auxiliar de laboratório Leydianne Sthefanie Cortes afirma ser filha biológica de João Alberto Moretti, pai da gestora já falecido, e apresentou exame de DNA que indicaria compatibilidade genética de 99,9% com a prefeita e outra suposta irmã.

O pedido tramita na 4ª Vara Especializada em Família e Sucessões da Capital e busca o reconhecimento de paternidade “pós-mortem”, com base em prova técnica já anexada aos autos. Segundo a autora, sua mãe manteve um relacionamento com João Alberto Moretti, do qual teria nascido, em 1998, no município de Poconé.

De acordo com a petição, o exame foi realizado em dezembro de 2025 por meio de reconstrução genética — procedimento que utiliza material de parentes consanguíneos do suposto pai. Além de Flavia Moretti, também participou do teste Fernanda Petersen, assessora da Assembleia Legislativa, apontada como irmã da prefeita.

A auxiliar sustenta que, diante do laudo pericial, não há mais necessidade de investigação, mas apenas de declaração formal do vínculo familiar. “A verdade biológica já se encontra devidamente comprovada por meio de prova técnica idônea”, argumenta na ação.

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O exame foi assinado por profissionais de laboratório especializado, entre eles a médica Natasha Slhessarenko, que também é pré-candidata ao governo de Mato Grosso pelo PSD.

Até o momento, o Judiciário ainda não analisou o pedido. O processo foi protocolado no último dia 30 de abril e aguarda decisão inicial. O caso pode ter repercussões tanto no âmbito familiar quanto patrimonial, a depender do reconhecimento oficial do vínculo alegado.

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