Saúde
Uma em cada sete crianças de 5 anos não está imune ao sarampo no Reino Unido
Centenas de milhares de alunos devem voltar às aulas após as férias de verão no Reino Unido, mas uma em cada sete crianças de cinco anos de idade podem não estar imunizadas contra o sarampo. O alerta foi feito nesta segunda-feira (19), pela agência de saúde pública do país, a “Public Health England” (PHE).
Na cidade de Londres, o problema é ainda maior: uma em cada quatro crianças deixaram de tomar a vacina tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola.
Embora no país a cobertura da primeira dose da vacina esteja acima dos 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para a segunda dose, o índice do país está bem abaixo do ideal: 87,4%.
No Reino Unido, a primeira dose da vacina geralmente é dada aos 12 meses de idade. A segunda dose é aplicada antes de as crianças irem para a escola, aos 3 anos e 4 meses de idade.
Numa situação normal, duas doses da vacina são suficientes para que uma pessoa esteja protegida contra o sarampo. Em casos de surto, os governos podem recomendar uma terceira dose de reforço – como ocorreu no Brasil.
O Reino Unido tem 680 mil crianças com 5 anos que devem começar as aulas em setembro, das quais 30 mil ainda não receberam nem a primeira dose da vacina. Outras 90 mil ainda precisam receber a segunda aplicação.
Bem Estar
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Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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