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Saúde

Centro de Triagem da Covid-19 atendeu 179 mil pessoas em dez meses

O Centro de Triagem utiliza o teste rápido de pesquisa de antígeno – Foto por: Tchélo Figueiredo

Aberto ao público desde o dia 22 de julho de 2020, o Centro de Triagem da Covid-19, instalado na Arena Pantanal, auxilia a Atenção Básica dos municípios da Baixada Cuiabana no enfrentamento à pandemia, com a detecção e tratamento da doença. A unidade, que está em funcionamento há mais de dez meses, atingiu a marca de 179.498 atendimentos.

Os dados mais recentes mostram que, de 22 de julho de 2020 a 04 de junho de 2021, 179.498 pessoas atendidas na unidade, 31.342 testaram positivo para o novo coronavírus, 100.619 tiveram o resultado negativo e 47.537 apresentaram quadro suspeito da Covid-19.

No mesmo período, foram realizadas 12.177 tomografias, exame de avaliação dos pulmões que auxilia no diagnóstico e tratamento da doença.

Para o tratamento dos pacientes que testaram positivo ou que apresentaram a suspeita de coronavírus, a farmácia da unidade já entregou 78.879 medicamentos. Os remédios são fornecidos após realização de consulta e prescrição médica.

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Somente na última sexta-feira (04.06), o Centro de Triagem registrou 812 atendimentos e realizou 44 exames de tomografia.

O Centro de Triagem utiliza o teste rápido de pesquisa de antígeno, considerado ideal para o diagnóstico de pessoas com a Covid-19. Em vez de uma análise do sangue, como no teste rápido convencional, o antígeno faz a análise da secreção da nasofaringe.

Essa secreção é extraída com o swab e colocada numa solução de soro, para que seja dissolvida a amostra. Cinco gotas deste líquido são adicionadas à placa de teste e em 15 minutos sai o resultado.

Como funciona o Centro de Triagem

O atendimento no Centro de Triagem funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. São entregues até 900 senhas por dia, sendo 500 emitidas pela internet – por meio do link  triagem.mt.gov.br – e 400 senhas presenciais entregues das 6h às 6h45.

É obrigatório o uso de máscaras de proteção e as equipes do Corpo de Bombeiros monitoram o local para garantir a organização do espaço durante a entrega das senhas. O Centro de Triagem na Arena Pantanal fica localizado na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n – Verdão, em Cuiabá.

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Fonte: Governo de MT

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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