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Saúde

Secretário de Saúde diz que há municípios de MT com a vacinação adulta contra a Covid abaixo de 30%

Negacionismo e troca de equipes técnicas de saúde estão entre as principais dificuldades desses municípios para darem continuidade à imunização.

Gilberto Figueiredo cita dificuldades na vacinação em municípios distantes — Foto: Christiano Antonucci / Secom – MT

O secretário estadual de Saúde afirmou que há municípios de Mato Grosso que ainda não atingiram 30% de cobertura da vacinação em adultos contra a Covid-19. Gilberto Figueiredo não informou quais são as cidades, mas disse que os municípios mais afastados da capital enfrentam maiores dificuldades na imunização.

Entre os problemas enfrentados por esses municípios, está a troca de profissionais na secretaria de Saúde. No ano passado, segundo Gilberto, houve a substituição de mais de 120 secretários municipais de saúde.

“Quanto mais afastado é o município, menor é sua capacidade de ter uma equipe robusta tecnicamente. Estamos colocando à disposição desses municípios nossa equipe técnica para ajudar nas estratégias”, explicou.

Além disso, o secretário citou que o negacionismo tem prejudicado a cobertura vacinal.

“Hoje nosso maior inimigo é esse negacionismo. As pessoas fazem campanhas contra uma vacina que não é experimental e já teve sua eficácia comprovada. É preciso trabalhar em campanhas de conscientização”, disse.

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De acordo com Gilberto Figueiredo, a falta de imunização continua resultando no surgimento de novos casos graves, o que tem demandado a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) toda semana.

“A vacinação ainda é o único mecanismo para bloquear o número de infecções. O número de casos oficiais por dia ainda enseja internações e isso nos traz uma preocupação com relação a capacidade hospitalar. Não sabemos qual vai ser nosso limite, mas toda semana abrimos novos leitos e a taxa de ocupação continua alta”, pontuou.

Gilberto também pediu que a Prefeitura de Cuiabá abra novos leitos no antigo pronto-socorro para ajudar atender a demanda.

Mortes em idosos sem dose de reforço

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) apontam que de outubro de 2021 a janeiro deste ano mais de 90% das mortes por Covid-19 no estado são de pessoas com mais de 60 anos que não tomaram a dose de reforço da vacina contra a doença.

Em Cuiabá, a procura ativa daqueles que não completaram o esquema vacinal é uma missão dos agentes de saúde.

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A maior preocupação é com os idosos que têm registrado baixa procura pela imunização e estão com maior índice de mortalidade por causa da Covid-19.

Fonte: G1 MT

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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