Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Sarampo enfraquece sistema imunológico contra outras doenças

Young girl with measles virus.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que os problemas causados pelo sarampo no organismo vão além dos sintomas que duram alguns dias.

Foi constatado que, após a doença, apaga-se uma parte considerável da memória imunológica — vão embora anticorpos que antes protegiam o indivíduo contra uma variedade de vírus e bactérias.

A pesquisa, publicada recentemente na revista científica Science, identificou que o vírus do sarampo destrói de 11% a 73% “dos diferentes anticorpos que protegem contra cepas virais e bacterianas às quais uma pessoa estava imune anteriormente”, comprometendo a capacidade do organismo em combater desde uma simples gripe até herpesvírus e bactérias causadoras de pneumonia e infecções de pele.

Os anticorpos contra a catapora, por exemplo, podem cair pela metade após uma pessoa contrair sarampo. Um dos autores do estudo, o pesquisador Michael Mina, exemplificou o que ocorre.

“Imagine que a sua imunidade contra patógenos é como um livro de fotografias de criminosos, e alguém faz um monte de buracos. Seria muito mais difícil reconhecer esse criminosos se você os visse, especialmente se os buracos fossem perfurados em características importantes de reconhecimento, como olhos ou boca.”

Leia Também:  Na capital, mulher que está sendo alfabetizada aos 50 sonha em ser professora

R7

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

Leia Também:  Na capital, mulher que está sendo alfabetizada aos 50 sonha em ser professora

“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

Leia Também:  'Risco de Vida': CRM-MT critica desempenho de faculdades de Medicina após Enamed

Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA