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Saúde

Rogério Ceni repensa estilo ofensivo do Cruzeiro após frustrações: “Tentamos de tudo”

No dia 13 de agosto, Rogério Ceni chegou a Belo Horizonte com uma ideia clara para o Cruzeiro: deixar o time mais ofensivo e com mais velocidade pelas beiradas do ataque. Agora, menos de um mês depois de assumir a Raposa, o treinador admite repensar a ideia de jogo. O motivo? As duras derrotas para o Inter, na Copa do Brasil, e para o Grêmio, no Brasileiro.

Depois da goleada de 4 a 1 sofrida para o Grêmio, nesse domingo, o treinador foi claro ao dizer que o time precisa de mudanças drásticas, e que a permanência dele na Toca depende disso. Uma das alterações que Ceni pensa em fazer está relacionada à formação da equipe, que tem jogado privilegiando o ataque, com o meia Robinho de segundo volante, dois atacantes abertos, um armador centralizado e, na frente, um centroavante ou um “falso” 9. Com sete gols sofridos diante da dupla Gre-Nal, o técnico reconheceu que está na hora de cuidar mais da defesa.

– O meu respaldo é meu trabalho, e eu acho que nós tentamos tudo que é possível dentro dessa formação, tentando privilegiar o jogo. Hoje em dia, as pessoas normalmente privilegiam a marcação em detrimento da construção do jogo, talvez tenhamos que mudar.

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“Talvez a maior mudança, mais drástica, é na maneira de jogar, porque só uma mudança de atitude e de mentalidade de jogo é que pode fazer o Cruzeiro sair desse momento dessa situação”

Rogério Ceni também quer que alguns jogadores tenham uma melhor condição física para a sequência do Brasileirão. Ele admite, inclusive, a possibilidade de alguns jogadores fazerem uma intertemporada para conseguirem essa recuperação.

– Se preciso for fazer uma intertemporada dentro do campeonato com 20 rodadas para jogar, para recuperar alguns jogadores na parte física, para colocar um time mais forte em campo fisicamente, nós temos que fazer. Se eu for o treinador, nós temos que fazer.

O Cruzeiro convive de perto com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com 18 pontos em 18 rodadas, o time é o 16º, o primeiro fora da degola. O Fluminense, 17º, tem 15 pontos e um jogo a menos, que será diante do Palmeiras, nesta terça-feira.

Globo Esporte

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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